- Lanchas rápidas do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica interceptaram dois navios porta-contêineres—MSC-Francesca e Epaminondas—quando cruzavam o Estreito de Ormuz; as embarcações foram escoltadas até a costa iraniana e terão a carga e a documentação inspecionadas.
- O Estreito de Ormuz, que opera passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, foi fechado pelo Irã após o incidente.
- A UK Maritime Trade Operations informou disparos contra um cargueiro na costa de Omã; também houve relatos de ataques a ao menos uma embarcação na região.
- O presidente do Parlamento iraniano descartou reabrir o canal enquanto os EUA mantiverem o bloqueio naval ao Irã.
- A Casa Branca afirmou não haver violação de cessar-fogo, classificado o Irã como praticando pirataria e reforçou a eficácia do bloqueio naval.
Poucas horas após o presidente dos Estados Unidos ampliar o ultimato a Teerã, o Irã disparou contra três navios no Estreito de Ormuz e capturou dois deles ao tentar cruzar a rota estratégica. A região ficou sob tensão com o bloqueio naval em vigor e a interdição do canal marítimo.
Os navios capturados foram o MSC-Francesca, com alegação de ligação com Israel, e o Epaminondas. Ambos foram escoltados até a costa iraniana pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) sob a acusação de violar protocolos de segurança e de alterar sistemas de navegação. Autoridades iranianas disseram que inspecionariam carga, documentos e histórico das embarcações.
O UKMTO informou que uma das lanchas fez disparos na costa de Omã e que houve ações contra ao menos uma embarcação na costa do Irã. O presidente do Parlamento Iraniano, Mohamad Bagher Ghalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz não voltará à normale até que o bloqueio dos EUA seja suspenso.
Direito marítimo e avaliações técnicas
A Casa Branca minimizou o episódio, afirmando que não houve violação do cessar-fogo. A porta-voz Karoline Leavitt disse que as embarcações não eram americanas nem israelenses, classificando a ação como pirataria e destacando a eficácia do bloqueio naval. Não houve prazo estabelecido para novas negociações.
Ex-juiz-advogado geral da Marinha dos EUA, Mark Nevitt, destacou que o bloqueio e a interceptação violam leis de guerra naval e direito marítimo, elevando tensões regionais. Ele afirmou que a Casa Branca pode interpretar a apreensão como aplicação da lei, não como ato de guerra, mas admitiu incerteza sobre o alcance do cessar-fogo.
Perspectivas e desdobramentos regionais
O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do petróleo mundial, tornando o fechamento econômico e estratégico. Observadores ressaltam que o Irã utiliza a pressão para buscar acordos com os EUA, enquanto Washington sustenta o bloqueio para restringir saídas iranianas.
A comunidade internacional acompanha também a evolução de negociações entre Israel e o Hezbollah, com nova rodada prevista em Washington sob mediação do Departamento de Estado. O Libano manteve o tom de cautela enquanto busca manter cessar-fogo com participação do Hezbollah.
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