- A guerra no Irã elevou o preço do petróleo acima de US$ 100 o barril e fortaleceu o dólar, com o índice DXY em cerca de 98,60 pontos, apontando para a primeira alta semanal em um mês.
- A apreensão de dois navios no Estreito de Ormuz intensificou o risco geopolítico, dado que a rota escoa cerca de 20% do petróleo mundial.
- O dólar mais firme coincide com dúvidas sobre juros e inflação, levando a uma menor expectativa de cortes nos EUA neste ano.
- O euro ficou em US$ 1,17, com uma queda prevista de cerca de 0,5% na semana; a libra recuou para US$ 1,3484 e o iene ficou em 159,56 por dólar.
- Mercados passaram a precificar apenas 25% de probabilidade de corte de juros pelo Federal Reserve em 2024, enquanto já se desenha a possibilidade de dois aumentos do BCE em 2026.
A guerra no Irã segue influenciando os mercados globais. O petróleo supera US$ 100 por barril, o dólar recebe suporte e as apostas sobre cortes de juros nos EUA recuam ante a volatilidade geopolítica. O DXY subiu cerca de 0,4% na semana, para 98,60 pontos.
A apreensão aumentou após dois navios terem sido abordados no Estreito de Ormuz, rota-chave que escoa 20% do petróleo mundial. A falta de avanços nos diálogos de paz e a indefinição sobre cessar-fogo, sob perspectiva de Donald Trump, elevam a sensação de risco.
A demanda por ativos de proteção cresce, e o dólar se fortalece mesmo com sinais mistos sobre o fim do conflito. Em meio à tensão, o petróleo segue a trajetória de alta, pressionando moedas emergentes e mercados de crédito.
Mercados em reação à escalada geopolítica
O euro era negociado a US$ 1,17, próximo de mínimas desde 13 de abril, apontando queda na semana. A libra ficou em US$ 1,3484, com reflexos iniciais da crise energética sobre o consumo no Reino Unido.
O iene operava em 159,56 por dólar, aproximando-se de 160, nível visto como crítico para possíveis intervenções. A moeda japonesa acompanha a volatilidade global, diante do ambiente de risco.
Juros, crédito e expectativas de política monetária
Os mercados passaram a precificar apenas 25% de probabilidade de um corte de juros pelo Fed neste ano. Por outro lado, houve a antecipação de dois aumentos pelo BCE em 2026, sugerindo divergência entre as grandes economias.
A sociodinâmica de crédito permanece sob escrutínio, com cautela aumentando entre financiadores. Países mais expostos aos choques geopolíticos devem sentir maior dificuldade de acesso a crédito, conforme a tensão persiste.
Até houve relatos sobre a possibilidade de um acordo de swap cambial entre EUA e Emirados Árabes Unidos, conforme o Wall Street Journal, o que pode influenciar liquidez em mercados regionais.
Fonte: dados de mercado e relatos de imprensa indicam que a volatilidade deve permanecer diante do conflito, com impactos a commodities, moedas e condições de financiamento global.
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