- O Irã afirma que o programa nuclear deixou de ser o principal tema das negociações com os EUA; a prioridade é encerrar o conflito.
- Entre as condições para um possível acordo, o Irã cita alívio de sanções, compensações por danos e garantias de não agressão.
- O porta-voz critica a narrativa sobre o programa nuclear, dizendo que EUA e Israel usam o tema para pressão há mais de duas décadas e citações a armas nucleares israelenses.
- O impasse envolve desconfiança mútua: Irã acusa mensagens contraditórias dos EUA e violação de trégua; Washington afirma que Teerã não negocia de boa-fé.
- O Irã recusou participar das próximas rodadas de negociações, agravando a paralisação, enquanto ações militares dos EUA mantêm pressão e o presidente Trump diz que não há pressa para um acordo.
O Irã informou uma mudança de prioridade nas negociações com os Estados Unidos. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, o programa nuclear deixou de ser o tema central neste momento. As negociações ocorreram as rodadas anteriores com foco nessa pauta.
Baghaei afirmou que o cenário de conflito atual inviabiliza o enfoque nuclear e que a prioridade é encerrar o conflito atendendo aos interesses de Teerã. O porta-voz ressaltou que a pauta pode evoluir conforme a crise se desenvolva, destacando sanções, compensações e garantias de não agressão como itens-chave para qualquer acordo.
Mudança de foco nas negociações
O porta-voz citou como prioridades o alívio de sanções econômicas, compensações por danos e garantias de não agressão como elementos centrais para possível acordo com os EUA. O comentário foi feito nesta quinta-feira 23/4, em outubro de Teerã.
Contexto e desdobramentos
As negociações continuam marcadas por desconfiança mútua. O Irã acusa os EUA de mensagens contraditórias e violações de trégua, enquanto Washington sustenta que Teerã não negocia de boa-fé. O avanço depende de uma mudança de posição de ambas as partes.
Tensões regionais e participação
A situação é agravada por ações militares recentes, como interceptação de navios iranianos e o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, visto pelo Irã como continuidade da guerra. O Irã também informou que não participará das próximas rodadas, o que paralisa o processo diplomático.
Posição dos EUA
O presidente dos Estados Unidos afirmou que não há pressa para um acordo e que as negociações ocorram nos termos de Washington. A postura norte-americana reforça a pressão sobre o Irã, em meio a uma mobilização contínua das forças dos EUA na região.
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