- O Irã disse que já coleta pedágio no Estreito de Hormuz e que a primeira receita foi depositada no Banco Central do país.
- O valor do pedágio não foi informado; navios devem pagar em função da carga, estimando-se próximo de US$ 1 por barril.
- A passagem pela rota, que concentrou cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo, está restrita desde o início do conflito; apenas um número limitado de embarcações é autorizado.
- A Comissão de Segurança do Parlamento aprovou o plano de cobrança, enquanto autoridades destacam que a navegação não voltará ao status pré-guerra.
- A atividade no Estreito segue volátil: houve nove travessias totais em um dia, com apenas duas de navios cargueiros; ataques, apreensões e tensões geopolíticas continuam importantes na região.
O Irã afirmou ter iniciado a cobrança de pedágio pelo Estreito de Hormuz, com o primeiro recebimento já depositado no Banco Central. A declaração foi feita pelo vice-presidente do Parlamento, Hamidreza Hajibabaei, nesta quinta-feira, segundo a Tasnim.
O valor cobrado ainda não foi divulgado. A disputa sobre o controle da rota, que antes transportava cerca de 20% do petróleo mundial, envolve EUA e Irã, em meio a tensões geopolíticas após o início do conflito entre os dois países.
O Irã tem permitido passagem de um número reduzido de embarcações pela rota. A Comissão de Segurança do Parlamento aprovou as tarifas, que seriam proporcionais à carga, estimando cerca de US$ 1 por barril a bordo.
Navegação na rota permanece sob incertezas e restrições. A imprensa iraniana informou apreensões recentes de navios como forma de responder ao endurecimento de bloqueios de portos norte-americanos. A prática tem impacto direto na movimentação de comércio e energia.
Ontem, apenas nove travessias foram registradas pelo Estreito, segundo a plataforma Maritime Traffic. A movimentação aumentou em relação ao dia anterior, mas com poucas travessias de navios carregados. Antes da guerra, superavam-se 150 navios diários.
Ataques físicos e apreensões continuam como preocupação. Informações indicam que alguns navios apagaram sinais em travessias de comboio, gerando relatos de apreensões e reaparições ainda dentro do estreito.
O petróleo voltou a ficar acima de US$ 100 o barril, com o Brent em torno de US$ 102,78, refletindo a volatilidade do mercado diante das incertezas geopolíticas e da suspensão de trégua.
Os agentes econômicos monitoram o desfecho político, dado que o Estreito de Hormuz, crucial para o fornecimento mundial, permanece sob pressão. O cenário afeta inflação, balanços e decisões de investimento nos próximos meses.
Observa-se risco de minas marítimas na região. Os EUA ameaçam agir contra embarcações que colocarem minas, enquanto o Irã sinaliza uma área de operações perigosas. Autoridades de defesa aclaram avaliações conflitantes sobre o alcance dessas minas.
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