- Agentes iranianos e Guardas Revolucionários teriam recrutado adolescentes por meio de intermediários criminosos para lançar uma onda de ataques de “guerra híbrida” na Europa e no Reino Unido.
- A primeira leva de ataques ocorreu no início de março, mirando sites de comunidades judaicas na Bélgica, nos Países Baixos e bancos nos EUA.
- A segunda leva concentrou-se no Reino Unido, com uma série de ataques criminosos e tentativas de incêndio a sinagogas, a uma instituição de caridade judaica e aos escritórios de uma rede de televisão de oposição iraniana em Londres.
- Nesta terça, a polícia britânica informou prisões de sete pessoas por planejar novo incêndio criminoso; um adolescente confessou ter participado de um ataque a uma sinagoga no oeste de Londres.
- Analistas consideram que, apesar de não haver prova direta, há indícios fortes de que os ataques integram uma campanha de guerra híbrida de Teerã para desestabilizar aliados dos EUA e atentar contra comunidades judias.
A análise indica que serviços de inteligência iranianos e membros da Guarda Revolucionária recrutam adolescentes por meio de intermediários criminosos para lançar uma onda de ataques de “guerra híbrida” na Europa e no Reino Unido. A primeira leva ocorreu no início de março, 10 dias após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, mirando sites de comunidades judaicas na Bélgica, Holanda e bancos norte-americanos.
Uma segunda onda concentrou-se no Reino Unido, com incêndios criminosos ou tentativas envolvendo sinagogas, uma instituição judaica de caridade e escritórios de uma emissora opositora iraniana em Londres. Na terça, a polícia britânica deteve sete suspeitos de planejar novo atentado incendiário, e um adolescente se declarou culpado por incendiar uma sinagoga em oeste de Londres.
Desdobramentos e investigações
Analistas e autoridades de segurança apontam indícios de envolvimento indireto, com possível comando central que organizaria ataques contra alvos similares. Em 17 ataques já registrados na Europa, a linha de atuação lembra ações anteriores associadas ao Irã.
O diretor-geral do MI5 ressaltou que houve mais de 20 planos potencialmente letais vinculados ao Irã na família de casos em 12 meses, no Reino Unido. Em França, um adolescente de 17 anos confessou ter sido recrutado via Snapchat para ações ligadas a uma ameaça contra uma instituição financeira.
Em Paris, a investigação revelou que o recrutamento ocorreu por meio de grupo no aplicativo, com promessas de comissões para provocar explosões diante de residências. A França atribuiu o caso a possível intervenção iraniana, citando ligações com inteligência de Teerã.
Contexto e impacto
Em outros países, autoridades associaram ataques antissemíticos de 2025 ao Irã, em linha com tentativas de minar dissidentes iranianos. A natureza dos ataques recentes sugere uso de redes criminosas para aliciar operários de curto alcance, com baixo custo e limitado conhecimento sobre alvos.
Especialistas observam padrão similar entre atos na Europa e no Reino Unido, com possível emprego de proxies para alcançar objetivos estratégicos sem indicar participação direta de um estado. A presença de material de propaganda com suposta autoria iraniana também é discutida.
Considerações finais
A polícia informou que, desde o início dos incidentes no Reino Unido, 23 pessoas foram presas e sete acusadas de incêndio criminoso. As autoridades ressaltam que a maioria dos detidos não demonstra motivação ideológica clara, sugerindo uma rede de recrutamento com objetivos desestabilizadores.
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