- Representantes de Israel e do Líbano vão se reunir em Washington nesta quinta-feira (23) para uma nova rodada de negociações sobre um acordo de paz definitivo entre Tel Aviv e o Hezbollah.
- O encontro ocorre em meio a acusações de violação do cessar-fogo de 10 dias, com ataques aéreos e troca de hostilidades entre os lados.
- O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que a delegação buscará extensão do cessar-fogo, retirada de tropas israelenses, troca de prisioneiros de guerra e passos para a reconstrução.
- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou compromisso de trabalhar com o Líbano para derrotar o Hezbollah e garantir a segurança dos cidadãos.
- O conflito envolve também o Irã e aliados, com tensões que afetam a região, incluindo ataques aéreos, retalições e pressão diplomática internacional.
Representantes de Israel e do Líbano se reúnem nesta quinta-feira (23), em Washington, para a segunda rodada de negociações destinadas a um acordo de paz definitivo entre Tel Aviv e o Hezbollah, em meio a acusações sobre violação de cessar-fogo temporário.
O encontro ocorre após meses de escalada desde o fim do cessar-fogo de 10 dias e do reativar das hostilidades entre Israel e o Hezbollah, no início de março. As ofensivas começaram após drones lançados do Líbano contra Tel Aviv, em retaliação a uma operação coordenada com os EUA no Irã.
Conflito já deixa mais de 2,9 mil mortos e cerca de 7,5 mil feridos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. Tropas israelenses avançam por terra no sul do país, com ataques aéreos e tentativas de ampliar a zona de segurança, afetando a capital Beirute.
Violação do cessar-fogo
A sessão de negociações acontece sob acusações de violações. O Hezbollah afirmou ter disparado foguetes e drones contra o norte de Israel, que respondeu atacando o lançador. Também houve relatos de ações contra civis e infraestrutura no sul de Israel, segundo ambas as partes.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, informou que um bombardeio israelense atingiu a jornalista Amal Khalil, de 43 anos, no sul do país, e confirmou a morte da profissional. Salam condenou o ataque a trabalhadores da mídia e reiterou que o Líbano levará o caso a fóruns internacionais.
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