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Israel e Líbano retomam negociações por acordo duradouro

Negociações em Washington buscam acordo duradouro diante de cessar-fogo frágil, com possível extensão de trinta dias e risco de novos choques na fronteira

Os destroços de uma casa em construção destruída pelo exército israelense na aldeia de Beit Lif, no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano, em 22 de abril de 2026 - (crédito: Kawnat HAJU / AFP)
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  • Israel e Líbano retomam negociações em Washington com o objetivo de chegar a um acordo duradouro, em meio a violência na fronteira sul.
  • A trégua de dez dias, estabelecida em 16 de abril, continua frágil e sujeita a tensões entre as partes.
  • O governo libanês deve propor a extensão do cessar-fogo por mais 30 dias, enquanto o plano mediado pelos EUA prevê autodefesa de Israel e contenção do Hezbollah pelo Líbano.
  • O ministro israelense de Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, disse não haver desentendimentos sérios com o Líbano e pediu ações mais firmes contra o Hezbollah.
  • A violência recente gerou condenação internacional, com morte de jornalistas e outras vítimas; ONU e CPJ pedem proteção a civis e imprensa, e a Embaixada dos EUA em Beirute aconselha cidadãos a deixarem o país.

Representantes de Israel e do Líbano retomaram nesta quinta-feira (23/4) negociações em Washington visando um acordo duradouro, em meio a uma região instável no sul libanês. O objetivo é obter um cessar-fogo mais sólido, diante de confrontos recentes na fronteira.

A trégua de dez dias, estabelecida pelo governo dos EUA em 16 de abril, busca evitar novas escaladas entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã que atua no sul do Líbano. A reunião ocorre em meio a ataques esporádicos na região.

Proposta libanesa e termos do acordo

O governo libanês deve apresentar uma proposta para ampliar o cessar-fogo por mais 30 dias, abrindo espaço para avanços diplomáticos e redução das hostilidades. O plano mediado pelos EUA prevê que Israel preserve o direito de agir em autodefesa, enquanto Beirute se compromete a conter ações do Hezbollah contra alvos israelenses.

Declarações oficiais e desdobramentos

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saár, afirmou que não há desentendimentos significativos com o Líbano e demonstrou disposição para aproximar as ações de paz, ao mesmo tempo cobrando maior firmeza de Beirute contra o Hezbollah. Em paralelo, episódios de violência recentes ampliam a complexidade das tratativas.

Violência e reação internacional

Na última semana, ataques de ambos os lados foram registrados, elevando o risco de avanços diplomáticos. O governo libanês acusou Israel de crimes de guerra após bombardeio no sul do país, que resultou na morte de uma jornalista e deixou outro profissional ferido. Quatro civis teriam morrido em ataques distintos na mesma região.

Contexto humanitário e segurança

A ONU e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas pediram proteção a civis e profissionais da imprensa frente ao agravamento da violência. A Embaixada dos Estados Unidos em Beirute recomendou que cidadãos americanos deixem o país, citando riscos contínuos de terrorismo e sequestros.

Desarmamento e cenário regional

Paralelamente, o Líbano busca avançar no desarmamento do Hezbollah, especialmente próximo à fronteira. O governo libanês afirma ter cumprido uma etapa inicial do plano em janeiro, enquanto Israel considera os resultados inadequados.

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