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Mercosul pode reavaliar suspensão da Venezuela após cenário político, diz Alckmin

Mercosul pode rever suspensão da Venezuela diante de novo cenário político, sinalizando possível reengajamento com o Ocidente

Venezuela foi suspensa do bloco econômico em 2017 por violar cláusula democrática
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  • O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, disse que o “novo momento” na Venezuela pode levar à rediscussão da suspensão do Mercosul, em vigor desde 2017.
  • Países do bloco se aproximam de Caracas e buscam reconstruir laços com o Ocidente, com avanço de conversas institucionais e possíveis contatos com o Fundo Monetário Internacional.
  • A reintegração da Venezuela exigiria consenso entre os membros e uma reavaliação do cumprimento das cláusulas democráticas e econômicas do bloco.
  • O Mercosul trabalha, ainda, na implementação provisória de um acordo comercial com a União Europeia, cuja conclusão pode ampliar exportações brasileiras para a UE em cerca de 13%.
  • Bolívia passa a adotar as regras do bloco como membro pleno; Colômbia busca adesão plena; membros fundadores são Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O Mercosul pode reabrir o debate sobre a suspensão da Venezuela, diante de um novo cenário político regional. A afirmação é de Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil, que sinalizou a possibilidade de rediscutir a adesão do país ao bloco.

Alckmin disse a repórteres em Brasília que a Venezuela entrou em um “momento diferente” e que esse contexto poderá levar à reconsideração da suspensão. O comentário integra o desenho de uma reaproximação regional.

A Venezuela foi suspensa do Mercosul em 2017 por violar a cláusula democrática do bloco e pela falta de cumprimento de compromissos econômicos. A decisão ocorreu no auge de tensões políticas internas.

A reintegração exigiria consenso entre os Estados membros e uma reavaliação do cumprimento dessas normas. O debate ocorre num momento de aproximação entre Caracas e potências ocidentais.

Paralelamente, o bloco negocia uma parceria com a União Europeia, prevista para ser implementada de forma provisória a partir de 1º de maio. O governo brasileiro aponta impactos potenciais do acordo sobre exportações.

O Brasil já tem interesse na ampliação de relações comerciais na região. A Bolívia aderiu às regras do Mercosul como membro pleno em 2024, e a Colômbia busca adesão plena. Os pilares da integração seguem em foco.

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