- A Procuradoria de Proteção Ambiental do Estado do México (Propaem) incluiu o chamado cão caramelo entre as raças mexicanas reconhecidas, ao lado de raças como Xoloitzcuintli, Chihuahua e Calupoh.
- O animal era tradicionalmente chamado no México de perrito amarillo e passou a ser referido como caramelo na publicação da Propaem, que busca incentivar a adoção e combater o preconceito contra cães sem pedigree.
- A medida gerou comoção entre internautas brasileiros, que questionaram a ideia de atribuir nacionalidade ao cão caramelo.
- No Brasil, tramita na Câmara dos Deputados um projeto para transformar o animal em patrimônio cultural imaterial, e uma legislação semelhante foi aprovada em São Paulo neste ano.
- O cão caramelo não é uma raça formal nem exclusivo de um país; é um cão sem raça definida, resultado de cruzamentos ao longo de séculos, comum em várias regiões.
A Procuradoria de Proteção Ambiental do Estado do México (Propaem) incluiu o chamado “cão caramelo” entre as raças reconhecidas do país, gerando reações entre internautas brasileiros nas redes sociais. A mudança ocorreu após a lista de raças oficiais ser publicada pela instituição.
Tradicionalmente conhecido no México como “perrito amarillo”, o animal foi chamado de “caramelo” na publicação da Propaem, que o incluiu ao lado de raças reconhecidas como Xoloitzcuintli, Chihuahua e Calupoh. A organização diz que a medida visa incentivar a adoção e combater o preconceito contra cães sem pedigree.
Segundo a Propaem, a adoção responsável é prioridade; a instituição destaca que cães de trabalho social, resgate em emergências e promovem ações de adoção compõem parte de sua atuação diária. A explicação reforça o objetivo educativo por trás da lista.
A repercussão nas redes no Brasil foi de surpresa e críticas, com usuários questionando a ideia de atribuir nacionalidade ao animal popularmente associado aos vira-latas. A discussão também mencionou a diferença entre raças formais e cães sem raça definida.
No Brasil, tramita na Câmara dos Deputados um projeto para considerar o cão sem raça definida como patrimônio cultural imaterial. Em São Paulo, legislação semelhante já foi aprovada neste ano, ampliando o debate sobre o reconhecimento de cães de rua.
O termo caramelo, comum em memes e referências culturais, não define uma raça formal. Especialistas destacam que o animal é, na prática, um SRD, resultado de cruzamentos históricos frequentes ao redor do mundo.
Alguns utilizadores nas redes sociais questionaram a necessidade de reconhecer oficialmente o cão caramelo como raça mexicana, apontando a origem global do animal e o risco de interpretações nacionalistas atribuírem valor a cães sem pedigree.
Dados e contexto
- A Propaem busca incentivar adoção e reduzir preconceitos contra cães sem pedigree.
- O Brasil debate reconhecimento cultural de cães de rua e já aprovou medidas semelhantes no estado de São Paulo.
- Especialistas reiteram que o caramelo não é raça formal e ocorre em diversas regiões do mundo.
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