- Um sargento do Exército dos Estados Unidos, Gannon Ken Van Dyke, é acusado de usar informações confidenciais para apostar na plataforma Polymarket, relacionada à missão para capturar Nicolás Maduro.
- Van Dyke, lotado em Fort Bragg, na Carolina do Norte, teria ganho mais de US$ 400 mil com apostas sobre a operação na Venezuela.
- Ele teria tentado ocultar a origem das informações governamentais e camuflar as contas associadas às apostas, segundo a acusação apresentada em Manhattan, Nova York.
- A Justiça federal afirma que ele usou dados confidenciais para prever o momento e o resultado da operação, buscando lucro pessoal.
- Maduro foi capturado por tropas americanas na Venezuela em 3 de janeiro de 2026; o caso aumenta o escrutínio sobre mercados de previsão e o uso de informações privilegiadas por funcionários públicos.
Um sargento do Exército dos Estados Unidos foi acusado de usar informações confidenciais para apostar na plataforma Polymarket, um mercado de previsões. A investigação envolve a operação que levou à captura de Nicolás Maduro na Venezuela. As informações indicam ganhos superiores a 400 mil dólares com apostas ligadas à missão.
Gannon Ken Van Dyke, sargento-mor lotado em Fort Bragg, sofreu acusações formais apresentadas no tribunal federal de Manhattan, em Nova York. Segundo promotores federais e o FBI, ele ocultou a origem dos ganhos e tentou camuflar ligações com as contas associadas às transações da operação.
A denúncia aponta o uso de informações classificadas para prever o momento e o resultado da operação, com lucro pessoal. As autoridades destacam que mercados de previsão não devem servir para explorar dados confidenciais ou favorecer interesses individuais.
Na data perto da captura, relatos indicaram que um usuário do Polymarket fez uma aposta de 32 mil dólares de que Maduro seria removido do poder até o fim de janeiro, com ganhos superiores a 400 mil dólares. Não ficou claro se a denúncia está diretamente ligada a essa aposta específica.
Contexto e impactos
O caso ocorre em meio a maior scrutiny sobre mercados de previsão. Em 2026, Congress passou a discutir propostas para restringir o uso por funcionários públicos. Reguladores avaliam mecanismos para evitar uso indevido de informações privilegiadas.
O Kalshi, mercado de previsões cofundado pela brasileira Luana Lopes Lara, tem sido alvo de debates sobre governança e controles de acesso. O tema ganha relevância diante de potenciais conflitos entre segurança nacional e operações de mercado.
A Casa Branca já emitiu alertas a funcionários sobre uso de informações privilegiadas em mercados de previsão. Autoridades enfatizam que esse tipo de prática coloca em risco operações militares e planejamento estratégico.
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