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ONU avalia manter presença no Líbano após fim da missão de paz

ONU avalia manter presença no Líbano após fim da missão de paz da Unifil, em formato menor e com foco na proteção de civis diante de restrições financeiras

O chefe de operações de paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix
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  • A ONU avalia manter presença no Líbano após o fim da missão de paz Unifil, previsto para dezembro.
  • O chefe de operações de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que está consultando todas as partes e fará recomendações ao Conselho de Segurança até junho.
  • A Unifil tem mais de sete mil capacetes azuis de quarenta e sete países; cinco membros morreram recentemente (três da Indonésia e dois da França) durante o conflito entre Israel e o Hezbollah.
  • A missão monitora o cessar-fogo, apoia o Exército libanês no deslocamento para o sul e ajuda a cumprir a proibição de armas ilegais; a Linha Azul separa Líbano de Israel e das Colinas de Golã.
  • A ONU tem onze missões de paz no mundo, com mais de quarenta e seis mil integrantes, mas enfrenta restrições financeiras que reduzem vinte e cinco por cento das operações; Lacroix diz que há esforços para mitigar os impactos.

A ONU avalia manter uma presença no Líbano mesmo após o fim da missão de paz, ainda neste ano. A ideia surgiu após o chefe de operações de paz, Jean-Pierre Lacroix, indicar que há espaço para continuidade, em formato mais contido, dependendo do desenrolar regional.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) tem mais de 7 mil militares de 47 países. O número de mortes entre integrantes da missão subiu recentemente, com cinco colegas mortos nas últimas semanas durante a escalada entre Israel e o Hezbollah.

A saída formal do mandato está prevista para dezembro. Lacroix afirmou que está consultando todas as partes envolvidas e apresentará recomendações ao Conselho de Segurança até junho. Libaneses teriam interesse em uma presença da ONU, segundo ele.

A Unifil foi criada em 1978 para monitorar o cessar-fogo, apoiar o exército libanês no deslocamento ao sul do país e fiscalizar a proibição de armas ilegais na região. O objetivo é manter a estabilidade na faixa北 entre Líbano e Israel.

Situação atual e perspectivas

As hostilidades entre Hezbollah e Israel recomeçaram em março, com cessar-fogo fragilizado. No sul do Líbano, ataques persistem, em meio à zona tampão declarada por Israel. Lacroix ressaltou que as forças israelenses ocupam parte da região ao norte da Linha Azul.

A Linha Azul é a fronteira delineada pela ONU entre Líbano e Israel, incluindo as Colinas de Golã. A Unifil já respondeu a ataques em décadas anteriores, incluindo uma guerra de 2024 que atingiu repetidamente suas posições.

A organização enfrenta restrições orçamentárias, resultado de contribuições atrasadas por parte de alguns Estados-membros. Lacroix informou que a ONU planeja reduzir cerca de 25% de suas operações globais, o que pode afetar a proteção de civis e a manutenção da paz.

Embora busque mitigar esses impactos, a ONU mantém o foco na estabilidade regional e na proteção de pessoas vulneráveis. O tema da presença no Líbano segue em avaliação com participação de várias partes.

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