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Órgão fiscalizador dos EUA vai investigar liberação de arquivos de Epstein

Inspetor-geral do Departamento de Justiça investiga cumprimento da lei de transparência sobre arquivos de Epstein, avaliando identificação, coleta e redações

Getty Images A woman holds a sign at a protest saying "release the epstein files"
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  • O inspetor-geral do Departamento de Justiça abriu uma investigação para verificar se o órgão está cumprindo a Lei Epstein Files Transparency Act, que exige a divulgação de arquivos da investigação de Jeffrey Epstein.
  • A auditoria vai analisar identificação, coleta e produção de material relevante, além de diretrizes para redigir e manter materiais que possam ser mantidos em segredo conforme a lei.
  • A lei, assinada pelo presidente Donald Trump em novembro de 2025, determina a publicação de todos os arquivos relacionados a Epstein e à co-conspiradora Ghislaine Maxwell dentro de trinta dias.
  • O DoJ já tornou públicos mais de três milhões de arquivos, mas alguns foram retirados por questões de privacidade, deixando cerca de 2,7 milhões acessíveis; estima-se que existam cerca de seis milhões no acervo total.
  • Congressistas Ro Khanna e Thomas Massie defenderam a revisão independente; Massie afirmou a necessidade de responsabilização do DoJ.

O inspetor-geral do Departamento de Justiça dos EUA abriu uma investigação para apurar se o órgão está cumprindo a lei que determina a divulgação de arquivos ligados à investigação de Jeffrey Epstein. A apuração foca na identificação, coleta e produção de material responsivo relacionado ao caso.

A ação ocorre em meio a críticas sobre a forma de liberação dos arquivos, além de milhões de documentos que ainda não foram tornados públicos. O relatório também deve avaliar diretrizes de redacção e retenção de informações conforme a lei.

Contexto legal e números relevantes

Em novembro de 2025, o presidente Donald Trump sancionou a Epstein Files Transparency Act, que obriga a publicação de todos os arquivos relacionados a Epstein e à cúmplice Maxwell dentro de 30 dias. O DOJ informou ter tornado público mais de 3 milhões de arquivos, distribuídos via banco de dados online.

Ainda segundo análises, cerca de 2,7 milhões de arquivos permanecem disponíveis ao público, após remoções para proteger informações de sobreviventes. O DOJ estima que existe um total de cerca de seis milhões de arquivos na coleção governamental, com alguns itens mantendo-se privados por questões de privacidade ou por estarem ligados a casos em curso.

Reação política e próximos passos

Conforme as investigações avançam, dois congressistas que defenderam a lei estiveram ativos no enfrentamento de críticas ao DOJ. Parlamentares destacam a necessidade de responsabilização, enquanto o Departamento nega favorecimentos a pessoas influentes associadas ao caso Epstein.

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