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Petróleo sobe 4% com bloqueios no Estreito de Hormuz

Brent atinge US$ 106,08, maior em duas semanas, com bloqueios no estreito de Hormuz e impasse entre EUA e Irã sobre cessar-fogo

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  • O barril Brent chegou a US$ 106,08, alta de 4,09%, nas primeiras negociações, maior nível desde 7 de abril.
  • A alta ocorreu após os EUA anunciarem um cessar-fogo com o Irã sem prazo definido, enquanto aguardam nova proposta do regime iraniano.
  • O estreito de Hormuz, por onde passam 20% da produção mundial de petróleo e gás, segue bloqueado por EUA e Irã.
  • A Guarda Revolucionária do Irã reteve dois navios-petroleiros, e o Comando Central dos EUA ordenou o retorno de 31 navios como parte do bloqueio.
  • O WTI subiu para US$ 97,19, alta de 4,55%, enquanto bolsas asiáticas registraram perdas, com exceção de Seul.

O preço do petróleo subiu nesta quinta-feira e atingiu o maior nível em mais de duas semanas. O Brent chegou a US$ 106,08 por barril, alta de 4,09%, às 21h15 (horário de Brasília). O valor foi o mais alto desde 7 de abril, quando chegou a US$ 111,80.

A alta ocorre em meio a um cenário de bloqueios ao tráfego no estreito de Hormuz, que liga o Golfo Pérsico ao oceano Índico, passagem de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. EUA e Irã seguem fechados a movimentos de navios na região, mantendo a incerteza sobre o andamento do conflito regional.

Na última quarta-feira (22), a Guarda Revolucionária do Irã reteve dois navios-petroleiros que tentavam atravessar o estreito sem autorização. O CENTCOM anunciou o retorno de 31 navios como parte do bloqueio contra o Irã. O Brent, após superar US$ 106, chegou a recuar para US$ 103,03, às 8h30 desta quinta, com alta de 1,06%. O WTI ficou em US$ 97,19, avanço de 4,55%.

Reação de mercado e desdobramentos

O tom negativo atingiu as bolsas na Ásia, com perdas em Xangai, Shenzhen, Tóquio, Hong Kong e Taiwan. Seul foi a única exceção, com alta de 0,90%. A desvalorização reflete a percepção de menor apetite a risco ante o impasse entre EUA e Irã e as interrupções logísticas no Canal de Hormuz. A situação mantém previsões de volatilidade para o curto prazo.

As informações são fornecidas por agências internacionais envolvidas na cobertura. Fonte Reuters e AFP.

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