- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou um vídeo que ele afirma mostrar ataques a um hospital iraniano em 1º de março, no segundo dia da guerra contra os EUA e Israel, sem citar o nome do hospital.
- Ele menciona a enfermeira Neda Salimi, do Hospital Khatam al-Anbiya, chamando-a de “filha” e agradecendo a quem permaneceu ao lado do Irã.
- Em 2 de março, Pezeshkian já havia pedido que EUA e Israel fossem responsabilizados por ataques a uma escola e a um hospital iranianos; nem os EUA nem Israel confirmam a autoria.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos não atacaram deliberadamente uma escola.
- Sobre negociações, Trump ordenou prolongar o cessar-fogo até que a parte iraniana apresente uma proposta unificada; o Irã diz que o bloqueio naval dos EUA significa continuidade da guerra e não negocia até a reversão, com o estreito de Ormuz tendo a navegação restrita.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou um vídeo que, segundo ele, mostra ataques a um hospital iraniano em 1º de março, no segundo dia da guerra contra EUA e Israel. O anúncio acompanha a menção a uma enfermeira chamada Neda Salimi, que ele descreve como filha e que, segundo a mídia iraniana, tentou salvar crianças durante o ataque.
Pezeshkian não revelou o nome do hospital, mas exaltou a suposta bravura dos profissionais de saúde. Em postagem no X, o presidente afirmou que as imagens capturam apenas um vislumbre dos sacrifícios do país e agradeceu a Salimi e a outros que permaneceram fiéis ao Irã.
No dia 2 de março, o próprio governo iraniano já havia cobrado responsabilização de EUA e Israel por ataques a uma escola e a um hospital no país. Os Estados Unidos e Israel não confirmaram as acusações até o momento.
Reações internacionais e afirmações conflitantes
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os EUA não atacaram deliberadamente uma escola, durante declaração a jornalistas. Não houve confirmação de responsabilidade de nenhuma das partes pelo ataque à escola.
Prolongação do cessar-fogo e negociações
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo contra o Irã até que haja propostas unificadas para negociações de paz. O Irã declarou que o bloqueio naval americano mantém a guerra, e que não haverá negociação até a reversão da medida.
O bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, anunciado pelo governo americano, permanece em vigor. O estreito teve navegação restrita ao longo do conflito, com exceção de navios de países aliados.
Perspectivas de negociações e agenda internacional
Uma delegação de negotiadores, liderada pelo vice-presidente americano, tinha referência a partir para Islamabad, no Paquistão, para a segunda rodada de conversas marcadas para esta quarta-feira. A viagem foi desmarcada pela Casa Branca pouco antes do embarque, sem nova data anunciada.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã sinalizou, na segunda-feira, que não havia confirmação de participação de Teerã na agenda de segunda rodada com os EUA, apontando que Washington não havia demonstrado seriedade suficiente para o diálogo.
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