- Encontro na Casa Branca nesta quinta-feira (23) reuniu autoridades israelenses e libanesas com a participação de o presidente Donald Trump, em meio a troca de tiros entre o Exército de Israel e o Hezbollah.
- As negociações preliminares de paz entre Líbano e Israel foram transferidas para a Casa Branca para que Trump acompanhasse de perto.
- Um ataque israelense perto da cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, deixou três mortos, segundo o Ministério da Saúde libanês; o Hezbollah alega ter realizado três ataques contra tropas israelenses no sul do Líbano.
- O conflito no Líbano tem dificultado um acordo de paz mais amplo entre Irã, Estados Unidos e Israel, já que o Irã apoia o Hezbollah e considera indispensável o cessar-fogo no Líbano.
- No estreito de Ormuz, tensões entre EUA e Irã provocaram apreensões de navios; Trump ordenou à Marinha que atire e destrua qualquer embarcação que lançar minas, elevando a tensão e o preço do petróleo, que passou de 100 dólares o barril.
O presidente Donald Trump recebeu nesta quinta-feira na Casa Branca autoridades israelenses e libanesas, em meio a negociações preliminares de paz entre Líbano e Israel. O objetivo é que Trump acompanhe de perto as discussões, segundo uma fonte do governo ouvida pelo The New York Times. O encontro ocorreu em um momento de hostilidades entre Israel e o Hezbollah, grupo aliado ao Irã.
A reunião ocorre em meio a troca de tiros entre as forças israelenses e o Hezbollah, milícia apoiada pelo Irã no Líbano. O cessar-fogo vigente está próximo de expirar, o que aumenta o risco de retomar confrontos na região. O Hezbollah reivindicou ataques contra tropas israelenses que atuam no sul do Líbano.
O ataque aéreo israelense perto da cidade de Nabatieh resultou na morte de três pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. O Hezbollah afirmou ter realizado três ataques distintos contra forças ocupantes no sul do Líbano. A escalada aumenta a pressão sobre as negociações de paz entre as potências regionais.
As negociações de paz, ainda incipientes, envolvem o Irã, Israel e Estados Unidos, com o Irã apoiando o Hezbollah e buscando condições para um acordo que inclua o fim do conflito na região. A dinâmica entre as partes continua a depender de cessar-fogos e de garantias de segurança para as áreas fronteiriças.
Tensões no estreito de Ormuz elevam a sensação de insegurança global. Irã e EUA reportam apreensões de navios, sob alegação de violações das regras de navegação na rota de petróleo e gás. A semana também viu declarações de Trump, que ordenou à Marinha dos EUA ações contra embarcações que lançarem minas no estreito.
Na quarta-feira, autoridades iranianas disseram ter apreendido dois navios de carga próximos ao Estreito de Ormuz. O tom entre Washington e Teerã se tornou mais duro, com o presidente americano mantendo postura agressiva em declarações públicas.
Esses desdobramentos elevam o temor nos mercados, com o petróleo acima de US$ 100 o barril após a escalada. Analistas apontam que a combinação de violência local com tensões entre Estados Unidos e Irã pode impactar o fornecimento global de energia nas próximas semanas.
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