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Correios triplicam prejuízo em 2025 e rombo chega a R$ 8,5 bilhões

Plano de reestruturação busca liquidez, renegociação de dívidas e fechamento de 16% das agências.

Correios
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  • Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, quarto resultado negativo desde 2021; o ano anterior teve prejuízo de R$ 2,6 bilhões.
  • O patrimônio líquido encerrou em R$ 13,1 bilhões negativo.
  • A empresa iniciou um plano de reestruturação financeira no fim de 2025, em fases, com foco na reorganização do fluxo financeiro e regularização de pendências.
  • Como parte da primeira fase, os Correios levantaram R$ 12 bilhões em crédito com um pool de bancos para trazer liquidez, quitar obrigações em atraso e recuperar a credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.
  • Entre as medidas, incluem-se leilões de imóveis sem uso operacional (projeção de cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias), reabertura do Programa de Demissão Voluntária (PDV) em janeiro de 2026, recuperação do equilíbrio do plano de saúde, renegociação de passivos judiciais e fechamento de 16% das agências.

Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, o quarto resultado negativo desde 2021, quando houve lucro de R$ 3,7 bilhões. O valor de 2025 é mais de três vezes o prejuízo de 2024, de R$ 2,6 bilhões. O patrimônio líquido encerrou em R$ -13,1 bilhões.

A empresa aponta como principais fatores o provisionamento de obrigações judiciais e o aumento de custos operacionais, que pesaram no resultado anual.

Diante do cenário, os Correios implementaram um plano de reestruturação financeira no fim de 2025, a ser executado em fases, para recompor liquidez e credibilidade junto a fornecedores, empregados e clientes.

Medidas em curso

A primeira etapa foca na reorganização do fluxo financeiro, regularização de pendências com fornecedores e empregados terceirizados e recuperação da previsibilidade financeira.

Como parte dessa etapa, os Correios captarão R$ 12 bilhões em crédito com um pool de bancos no fim de 2025, assegurando liquidez imediata para quitar obrigações e estabilizar o caixa.

Entre as medidas estruturais, estão leilões de imóveis sem uso operacional, com expectativa de cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias para reduzir despesas de manutenção.

O PDV foi reaberto em janeiro de 2026. Inicialmente, esperava-se mais de 10 mil desligamentos, mas 3.181 empregados aderiram.

O plano também prevê o reequilíbrio do plano de saúde, renegociação de passivos judiciais e o fechamento de 16% das agências da empresa.

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