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UE aprova ajuda bilionária à Ucrânia e novas sanções à Rússia

UE aprova empréstimo de 92 bilhões de euros à Ucrânia e o 20º pacote de sanções contra a Rússia após a derrota de Orbán na Hungria

bandeiras da união europeia em frente a predio
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  • A União Europeia aprovou ajuda financeira para a Ucrânia no valor de cerca de 92 bilhões de euros e nova rodada de sanções contra a Rússia.
  • O acordo ocorreu após a derrota de Viktor Orbán na Hungria, que abriu espaço para manter o pacote de empréstimo e as sanções.
  • O pacote de sanções, o 20º, é considerado o maior em dois anos e atinge setores chave da economia russa, incluindo petróleo bruto e derivados.
  • Entre as medidas, há embargos ao petróleo russo e a atividades de exploração, produção, refino e distribuição no setor de energia; também há restrições a embarcações e operações marítimas.
  • A partir de janeiro de 2027, passará a ser proibido fornecer serviços de terminais de gás natural liquefeito a entidades russas ou ligadas a cidadãos ou operadores russos.

A União Europeia aprovou nesta quinta-feira, 23 de abril, uma ajuda financeira de 92 bilhões de euros para a Ucrânia e deu aval a uma nova rodada de sanções contra a Rússia. A decisão ocorreu na sequência da derrota de Viktor Orbán na Hungria, que integrava o bloco como aliado de Vladimir Putin.

O pacote de ajuda, anunciado anteriormente em dezembro de 2025, recebeu agora o aval dos Estados-Membros. O montante soma-se a medidas para sustentar Kiev em 2026-2027, em meio à continuidade do conflito iniciado em 2022, quando a Rússia invadiu o país. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a rapidez na implementação.

A UE também aprovou o 20º pacote de sanções contra a Rússia, descrito como o maior em dois anos. As medidas atingem petróleo bruto e derivados, além de setores de exploração, produção, refino e distribuição de energia. Embarcações e operações marítimas ligadas a produtos sancionados também foram afetadas.

20º pacote de sanções

O bloco ampliou embargos a bancos russos e a operadores financeiros, com foco em pessoas ligadas à economia de guerra. Empresas e indivíduos ligados à produção militar russa também entraram no efeito das restrições. A UE informou que, a partir de janeiro de 2027, serviços de terminais de gás natural liquefeito (GNL) não poderão ser fornecidos a entidades russas ou controladas por russos.

Entre as adições, constam sanções a entidades associadas ao sequestro de crianças ucranianas. O objetivo, segundo Bruxelas, é pressionar a economia de Moscou e restringir o fluxo de recursos para o esforço de guerra. As medidas seguem como parte de uma resposta coordenada ao conflito em curso na região.

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