- O Conselho da União Europeia aprovou o 20º pacote de sanções contra a Rússia, com 120 novas designações e foco nos setores de energia, indústria militar e serviços financeiros.
- São 46 embarcações adicionais proibidas de atracar, levando o total para 632 navios designados, além de exigência de verificações obrigatórias para venda de petroleiros para dificultar a expansão da frota sombra.
- A partir de janeiro de 2027, serão proibidos serviços de terminais de GNL para organizações russas; também houve banimento de serviços marítimos para petróleo bruto e produtos petrolíferos.
- Proibição de transações com dois portos russos — Murmansk e Tuapse — e com o terminal de petróleo do porto de Karimun, na Indonésia; houve ainda bloqueio de 20 bancos russos e de instituições em países terceiros.
- O pacote inclui 58 empresas/indivíduos do complexo militar-industrial (incluindo drones) e 60 entidades adicionais com restrições de exportação; o valor das restrições supera 360 milhões de euros, com receitas de matérias-primas e outros itens acima de 570 milhões de euros.
O Conselho da União Europeia aprovou nesta quarta-feira, 23 de abril de 2026, o 20º pacote de sanções contra a Rússia. O conjunto soma 120 novas designações individuais, o maior volume em dois anos, abrangendo energia, indústria, serviços financeiros e criptomoedas.
O objetivo é atingir setores estratégicos da economia russa que financiam a guerra na Ucrânia, visando reduzir a capacidade bélica de Moscou. As medidas também visam dificultar a continuidade da ofensiva.
Entre as ações, estão 36 novas designações no setor energético, cobrindo upstream e downstream. A UE afirma que as novas empresas emergentes foram incluídas por ampliar participação nas exportações russas.
O pacote contempla a proibição de acesso portuário para 46 embarcações adicionais, elevando o total de navios listados para 632. Também houve uma verificação obrigatória para a venda de petroleiros, dificultando a expansão da frota sombra.
A UE proibiu serviços de manutenção para petroleiros de GNL e quebra-gelos. A partir de janeiro de 2027, serviços de terminal de GNL a entidades russas passam a ser ilegais.
A restrição de serviços marítimos ligados ao petróleo russo será alinhada à coalizão com o G7 e o teto de preço do petróleo. A UE ainda proibiu transações com dois portos russos e com o terminal de Karimun, na Indonésia.
Também houve proibição de transações com 20 bancos russos e com instituições financeiras em terceiros países, ampliando o alcance financeiro das sanções.
Além disso, o pacote veta provedores de criptoativos operando na Rússia e bloqueia operações com a criptomoeda RUBx e o rublo digital.
Complexo militar-industrial
O conjunto inclui 58 empresas e indivíduos ligados ao desenvolvimento de defesa, como drones, além de 16 organizações de fora da Rússia que forneceram bens de uso dual ou armas.
Outras 60 entidades externas terão restrições de exportação mais rígias para itens de defesa, com participação de países terceiros, como China, Turquia e Emirados Árabes Unidos.
As medidas ampliam a lista existente de proibidos na importação de itens que alimentam a defesa russa, incluindo vidraria, lubrificantes de alto desempenho, metais, borracha e aço, com impacto estimado superior a 360 milhões de euros.
As restrições também atingem matérias-primas, metais, minerais, sucatas de aço, químicos e artigos de borracha vulcanizada, elevando o valor de impacto para mais de 570 milhões de euros.
Entre na conversa da comunidade