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Vazamento químico em fábrica nos EUA deixa 2 mortos e 19 hospitalizados

Vazamento químico em fábrica de recuperação de prata resulta em duas mortes e dezenove feridos; autoridades investigam causa e descontaminação em curso

Funcionários do Departamento de Proteção Ambiental da Virgínia Ocidental realizam monitoramento da qualidade do ar após um vazamento químico na fábrica de catalisadores de prata, Catalyst Refiners, em Institute, Virgínia Ocidental, EUA, em 22 de abril de 2026. REUTERS/Marcus Constantino
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  • Vazamento químico na Catalyst Refiners, em Institute, Virgínia Ocidental, deixou duas mortes e 19 pessoas hospitalizadas na noite de 22 de abril de 2026.
  • O incidente ocorreu enquanto trabalhadores se preparavam para interromper operações em parte das instalações.
  • A reação envolveu ácido nítrico e outra substância, resultando em sulfeto de hidrogênio tóxico; autoridades destacam que os momentos de início e fim da reação são os mais perigosos.
  • Pacientes apresentando sintomas respiratórios foram atendidos em hospitais regionais; uma pessoa estava em estado crítico e houve confirmação de confinamento na área, posteriormente suspenso após mais de cinco horas.
  • A Administração Federal de Segurança e Saúde Ocupacional abriu investigação; a Ames Goldsmith disse que vai colaborar e que a empresa recupera prata nas fábricas do complexo.

Um vazamento químico em uma fábrica de recuperação de prata na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, deixou duas pessoas mortas e 19 hospitalizadas, entre elas sete paramédicos que atendiam à ocorrência. O incidente ocorreu na tarde de 22 de abril de 2026, na Catalyst Refiners, localizada perto de Institute, a cerca de 16 quilômetros a oeste de Charleston.

Segundo autoridades, a explosão de uma reação entre ácido nítrico e outra substância provocou o que foi descrito como uma reação violenta que ocorreu de forma instantânea. A reação gerou sulfeto de hidrogênio, um gás tóxico, conforme informou o presidente da Comissão do Condado de Kanawha. Trabalhadores já se preparavam para interromper parte das operações no local.

A área passou por uma ordem de confinamento, posteriormente suspensa após mais de cinco horas. As mortes ocorreram no interior da fábrica, enquanto a descontaminação exigiu banho de água e retirada de roupas dos envolvidos. Hospitalizações incluíram pacientes com sintomas respiratórios como tosse, falta de ar e irritação ocular.

Entre as vítimas, estavam sete paramédicos que atendiam ao vazamento, segundo autoridades. Pacientes chegaram aos hospitais em ambulâncias, carros particulares e até um caminhão de lixo, conforme relatos. O Vandalia Health Charleston Area Medical Center atendeu vários pacientes, com casos ainda avaliados no pronto-socorro.

A WVU Medicine Thomas Memorial Hospital também confirmou atendimento a pacientes próximos à área do incidente, incluindo alguns que chegaram em veículos privados. O hospital informou que oito pessoas foram atendidas, porém sem encaminhamento de óbito naquele local.

A Ames Goldsmith, proprietária da Catalyst Refiners, expressou pesar pelas mortes e prometeu colaborar com investigações das autoridades locais, estaduais e federais. A OSHA abriu uma investigação, com prazo de até seis meses para conclusão.

Contexto e atuação das autoridades

A fábrica atua na recuperação de prata de resíduos de processos químicos e utiliza processos que envolvem ácido nítrico. A produção de nitrato de prata resulta na possível recuperação do metal, processo comum em instalações industrializadas do setor químico. A agência de proteção ambiental mantém monitoramento da qualidade do ar na região desde o incidente.

A investigação envolve autoridades locais, estaduais e federais, com apuração dirigida pela OSHA para identificar causas, responsabilidades e medidas de segurança. A Ames Goldsmith afirmou que coopera integralmente com as apurações e com o processo de descontaminação da área.

Este conteúdo cita informações da Associated Press, com verificação editorial. As informações sobre o estado de saúde das vítimas foram passadas pelas casas hospitalares e pelas autoridades locais. Em caso de novas atualizações, o portal continuará acompanhando o desenrolar do caso.

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