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Volta da Venezuela ao Mercosul será discutida, diz Alckmin

Vice-presidente afirma que retorno da Venezuela ao Mercosul deve ser discutido entre os membros; Colômbia e Bolívia também avaliam ingressar.

Geraldo Alckmin concede entrevista a agências internacionais de notícias
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  • Alckmin afirmou que a volta da Venezuela ao Mercosul deve ser discutida entre os membros do bloco, com apoio dos quatro atuais integrantes: Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.
  • A Venezuela continua suspensa desde 2017 por violações democráticas; o retorno dependerá de uma decisão coletiva dos países do Mercosul.
  • A Venezuela enfrentou mudanças de poder após a deposição de Nicolás Maduro em janeiro e a retomada de relações com os EUA, em março, com apoio de Delcy Rodríguez.
  • O acordo entre Mercosul e União Europeia deve entrar em vigor de forma provisória a partir de 1º de maio, com expectativa de aumento significativo nas exportações brasileiras.
  • A previsão é de ganhos de até 26% nas exportações industriais brasileiras com o acordo com a UE; estudos apontam aumento do PIB brasileiro de até 0,46% entre 2024 e 2040.

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (22) que a volta da Venezuela ao Mercosul deve ser discutida entre os integrantes do bloco. A Venezuela está suspensa desde 2017 por violação da cláusula democrática.

Segundo Alckmin, o país estaria passando por um momento diferente e, por isso, a questão precisa ser rediscutida pelos membros do Mercosul. O retorno depende do apoio dos quatro atuais integrantes: Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Interesses de países e o ritmo de adesão

A Colômbia demonstrou interesse em participar do bloco sul-americano, enquanto a Bolívia já avança no processo de adesão às regras do Mercosul. A observação ocorre em meio a negociações regionais em curso.

O vice-presidente lembrou ainda que, para o Mercosul, o âmbito de acordos com terceiros países continua ativo. Entre eles, Emirados Árabes Unidos e Canadá, com perspectivas de assinatura ainda neste ano.

Acordos com a União Europeia e impactos

O Mercosul prepara-se para a entrada em vigor parcial do acordo com a União Europeia a partir de 1º de maio. A previsão é de que, até 2038, haja alta gradual de exportações brasileiras.

Estimativas indicam aumento de 13% nas exportações do Brasil com o acordo completo. No setor industrial, a alta poderia chegar a 26%. A análise considera liberação gradual de tarifas ao longo de 12 anos.

Apex e Ipea levantam impactos positivos, com projeções de ganho no PIB brasileiro e melhoria na balança comercial, ainda que haja aumento de importações. O comércio atual Brasil-UE soma cerca de US$ 100 bilhões.

Relações com os Estados Unidos

A agenda também envolve negociações com os Estados Unidos, em meio a investigações da seção 301 da lei de comércio norte-americana. Tarifas de 50% atingem várias categorias, inclusive automóveis e autopeças, em parte do mundo.

Alckmin afirmou que o governo brasileiro detalhará as informações já prestadas aos EUA e que pode haver mais espaço para parcerias tarifárias e não tarifárias, conforme as negociações avancem.

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