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Zelensky celebra €90 bi em ajuda à Ucrânia; UE amplia sanções à Rússia

Após freio húngaro, UE libera empréstimo de 90 bilhões à Ucrânia e amplia sanções contra a Rússia, intensificando apoio e pressão econômica

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, fala com jornalistas na chegada para uma reunião informal do Conselho Europeu, em Ayia Napa, a 23 de abril de 2026.
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  • A União Europeia aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, após o fim do veto da Hungria, com a primeira parcela a ser liberada em breve.
  • Do total, sessenta bilhões destinam-se ao financiamento da guerra e trinta bilhões ao funcionamento do Estado ucraniano para o período de 2026-2027.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o pacote fortalecerá o Exército e tornará a Ucrânia mais resiliente; os pagamentos devem sair até o fim de maio ou início de junho.
  • Novas sanções contra a Rússia foram aprovadas, incluindo a inclusão de vinte bancos russos e cinquenta e oito navios na chamada frota fantasma; ainda não houve proibição total de serviços marítimos para petróleo russo, dependente de coordenação com o G7.
  • A decisão também ocorreu após a reativação do oleoduto Druzhba, efeito que abriu espaço para o acordo, apesar de a Hungria ter condicionado o aval à retomada das entregas de petróleo russo via Ucrânia.

O Congresso permanente da União Europeia aprovou nesta quinta-feira (23) um empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia, após a Hungria retirar o veto. O recurso, financiado pelo orçamento da UE, visa sustentar o esforço de guerra no período 2026-2027, com € 60 bilhões destinados ao uso militar e € 30 bilhões para o funcionamento do governo ucraniano.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comemorou a liberação do crédito, afirmando que o pacote reforça o Exército e a resiliência do país. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, destacou que a economia de guerra da Rússia passa por pressão, enquanto a Ucrânia recebe apoio substancial. A Comissão Europeia sinalizou avanços com a conclusão de procedimentos para a liberação.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou que há boas notícias chegando e planeja chegar a Chipre para uma cúpula informal com os 27. O Brasil não participa deste processo; o foco é a resposta europeia ao conflito russo-ucraniano.

Novas sanções contra a Rússia

O bloco também aprovou um novo pacote de sanções contra a Rússia, o 20º desde o início da invasão, em 2022. Entre as medidas, estão restrições adicionais a bancos russos e novas limitações às exportações de petróleo. AÇÕES visam reduzir receitas de 2022 em diante.

A UE incluiu 46 navios na lista da chamada frota fantasma, elevando o total para 632 embarcações proibidas de atracar em ports europeus. Além disso, 20 bancos russos passaram a ser alvo de proibições de transações financeiras na Europa.

A normativa também ampliou controles de exportação para evitar a reexportação de máquinas-ferramenta e equipamentos de telecomunicações para a Rússia, usadas na fabricação de drones. O objetivo é conter a evasão de sanções, segundo comunicado oficial.

O acordo sobre uma proibição de serviços marítimos para navios que transportam petróleo russo ainda depende de coordenação com o G7. A UE aponta que as condições precisam de alinhamento externo para entrar em vigor.

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