- A União Europeia aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, após o fim do veto da Hungria, com a primeira parcela a ser liberada em breve.
- Do total, sessenta bilhões destinam-se ao financiamento da guerra e trinta bilhões ao funcionamento do Estado ucraniano para o período de 2026-2027.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o pacote fortalecerá o Exército e tornará a Ucrânia mais resiliente; os pagamentos devem sair até o fim de maio ou início de junho.
- Novas sanções contra a Rússia foram aprovadas, incluindo a inclusão de vinte bancos russos e cinquenta e oito navios na chamada frota fantasma; ainda não houve proibição total de serviços marítimos para petróleo russo, dependente de coordenação com o G7.
- A decisão também ocorreu após a reativação do oleoduto Druzhba, efeito que abriu espaço para o acordo, apesar de a Hungria ter condicionado o aval à retomada das entregas de petróleo russo via Ucrânia.
O Congresso permanente da União Europeia aprovou nesta quinta-feira (23) um empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia, após a Hungria retirar o veto. O recurso, financiado pelo orçamento da UE, visa sustentar o esforço de guerra no período 2026-2027, com € 60 bilhões destinados ao uso militar e € 30 bilhões para o funcionamento do governo ucraniano.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comemorou a liberação do crédito, afirmando que o pacote reforça o Exército e a resiliência do país. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, destacou que a economia de guerra da Rússia passa por pressão, enquanto a Ucrânia recebe apoio substancial. A Comissão Europeia sinalizou avanços com a conclusão de procedimentos para a liberação.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou que há boas notícias chegando e planeja chegar a Chipre para uma cúpula informal com os 27. O Brasil não participa deste processo; o foco é a resposta europeia ao conflito russo-ucraniano.
Novas sanções contra a Rússia
O bloco também aprovou um novo pacote de sanções contra a Rússia, o 20º desde o início da invasão, em 2022. Entre as medidas, estão restrições adicionais a bancos russos e novas limitações às exportações de petróleo. AÇÕES visam reduzir receitas de 2022 em diante.
A UE incluiu 46 navios na lista da chamada frota fantasma, elevando o total para 632 embarcações proibidas de atracar em ports europeus. Além disso, 20 bancos russos passaram a ser alvo de proibições de transações financeiras na Europa.
A normativa também ampliou controles de exportação para evitar a reexportação de máquinas-ferramenta e equipamentos de telecomunicações para a Rússia, usadas na fabricação de drones. O objetivo é conter a evasão de sanções, segundo comunicado oficial.
O acordo sobre uma proibição de serviços marítimos para navios que transportam petróleo russo ainda depende de coordenação com o G7. A UE aponta que as condições precisam de alinhamento externo para entrar em vigor.
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