- Dois mortos foram registrados em Touline, no sul do Líbano, após o anúncio da prorrogação de três semanas do cessar-fogo entre Israel e Líbano.
- O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após reunião na Casa Branca com representantes libaneses e israelenses.
- Ali Fayyad, parlamentar ligado ao Hezbollah, disse que o cessar-fogo não faz sentido se ataques israelenses continuarem.
- Na semana anterior, a repórter Amal Khalil, de 42 anos, foi morta em Tayri durante ataques aéreos; a imprensa local informou também ferimentos em outra jornalista.
- O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam acusou Israel de crimes de guerra; desde o início da ofensiva, o conflito deixou mais de 2.400 mortos e Israel mantém uma faixa de segurança de até 10 quilômetros no sul do Líbano.
Um ataque de forças de Israel na cidade de Touline, no sul do Líbano, deixou dois mortos nesta segunda-feira, 24, segundo o Ministério da Saúde libanês. A ofensiva ocorreu pouco depois da notícia da prorrogação do cessar-fogo entre os dois países.
O anúncio da extensão foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após reunião na Casa Branca com representantes libaneses e israelenses. A prorrogação vale por três semanas, substituindo o término previsto para o domingo anterior.
Ali Fayyad, parlamentar ligado ao Hezbollah, afirmou que o cessar-fogo não faz sentido se ataques israelenses continuarem. A fala reforça a tensão que persiste no território desde o início do conflito em março, quando o Hezbollah lançou foguetes em apoio a Teerã.
Na semana passada, o Líbano registrou ao menos cinco mortos em bombardeios, inclusive uma jornalista. Ela estava abrigada com outra profissional em Tayri, cidade no sul do Líbano, quando o ataque atingiu o local. A outra jornalista ficou ferida.
O Exército israelense reconheceu que atingiu profissionais de mídia, mas negou ter jornalistas como alvo específico. O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam criticou os ataques, classificando-os como crimes de guerra e destacando que a violência contra equipes de resgate não é aceitável.
Mais de 2.400 pessoas morreram no Líbano desde o início da ofensiva israelense e da invasão ao sul do país. Tropas israelenses mantêm presença em uma faixa de segurança de até 10 quilômetros no território libanês, segundo relatos oficiais.
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