- A juria da Bienal de Veneza afirmou que não premiaria artistas de países cujos líderes enfrentam acusações de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional (ICC).
- O anúncio, composto por cinco membros, busca defender os direitos humanos e mantém a visão de Koyo Kouoh, falecida no ano passado, para a edição de dois mil vinte e seis.
- A decisão envolve os vencedores dos Leões de Ouro e de Prata entre cento e dez artistas participantes, com a mostra iniciando em nove de maio.
- O prefeito de Veneza disse ter recebido uma carta da juria informando a indisponibilidade de premiar artistas cujos governos estejam sob investigação pela ICC, mantendo a independência da Bienal.
- A ICC emitiu mandados de prisão contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; a participação da Rússia na Bienal gerou controvérsia e envolve possíveis consequências de financiamento da União Europeia.
O comitê/boa juria da Venice Biennale afirmou que não premiaria artistas de países cujos governos enfrentam acusações de crimes contra a humanidade. A declaração, feita pela juria de cinco membros, parece mirar Rússia e Israel. A defesa dos direitos humanos é apresentada como base da decisão.
A juria é responsável pela escolha dos vencedores do Leão de Ouro e do Leão de Prata entre 110 artistas. A edição 2026 abrirá em 9 de maio. A nota não cita explicitamente Rússia e Israel, mas o prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, disse que a carta enviada ao conselho indica a recusa de premiar artistas cujos governos estejam sob investigação da ICC.
A decisão ocorre em meio a tensões envolvendo o apoio financeiro da União Europeia. A Comissão Europeia informou que pretende terminar ou suspender uma subvenção de 2 milhões de euros por causa da participação da Rússia na mostra. O comitê da Bienal tem 30 dias para responder.
O debate político envolve também o governo italiano. O ministro da Cultura, Alessandro Giuli, disse que a reintrodução da Rússia ocorreu de forma independente pela Fundação Bienal, mesmo diante da oposição do governo. A Bienal enfrentou críticas por reabrir o pavilhão russo, mantendo a participação em meio a controvérsias.
Desde 2022, a Bienal tem adotado medidas contra a Rússia após a invasão da Ucrânia. Em 2022 houve condenação da agressão e restrições de acesso para visitantes ligados ao Kremlin. A participação russa foi ausente nas edições de 2022 e 2024, com apelos de reconsideração feitos por autoridades ucranianas.
Entre na conversa da comunidade