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China pressiona católicos clandestinos a aderirem à igreja estatal

Relatório da Human Rights Watch aponta repressão crescente contra católicos clandestinos na China, com pressão para aderir à igreja oficial e casos de detenção

Xi Jinping, ditador chinês que age contra a liberdade religiosa na China. (Foto: Wikimedia Commons )
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  • O relatório da Human Rights Watch afirma que o PCC intensifica a pressão sobre católicos clandestinos na China, em meio à sinização de Xi Jinping e ao acordo entre Vaticano e China de 2018.
  • Testemunhas afirmam que o acordo criou um aparato para pressionar católicos clandestinos, levando muitos a aderirem à igreja oficial e deixando quem permanece na clandestina se sentindo traído pelo Vaticano.
  • A organização aponta perseguição a bispos e clérigos, com detenções, desaparecimentos e proibição de ensinar ou evangelizar online.
  • Ainda segundo o relatório, sacerdotes libertados da detenção sofrem assédio e, em casos, ficam sem meios de sobrevivência por impedimentos como contas bancárias, cartões SIM e passaporte.
  • Há apelo ao Papa Leão XIV para liderar vigília de oração global pelos bispos chineses desaparecidos ou detidos, criticando a forma como o acordo tem sido conduzido pelo Vaticano.

O Partido Comunista Chinês tem intensificado a pressão sobre católicos clandestinos na China, segundo relatório da Human Rights Watch (HRW). A organização aponta que, a mais de uma década do início da sinização promovida por Xi Jinping e quase oito anos após o acordo Vaticano-China de 2018, a repressão às igrejas não oficiais continua a aumentar. O estudo, divulgado em 15 de abril, registra que muitos fiéis são levados a aderir à igreja estatal.

Conforme o relatório, o acordo de 2018 forneceu uma estrutura para pressionar católicos clandestinos a se submeterem à igreja reconhecida pelo Estado. Testemunhas ouvidas por HRW afirmam que a assinatura do acordo deixou muitos católicos sem opção aparente além de ingressar na igreja oficial, enquanto aqueles que permaneceram na clandestina relatam sentir-se traídos pelo Vaticano. Dados indicam também perseguição a bispos e sacerdotes, com casos de detenção e desaparecimentos, além de restrições a atividades online de ensino religioso.

Especialistas em liberdade religiosa ressaltam violações de direitos e pedem ações mais contundentes. A HRW aponta que, mesmo após libertação de alguns religiosos, o assédio continua, com leis e controles que limitam contas bancárias, SIM cards e passaportes, restringindo a sobrevivência de muitos clérigos. Nesse cenário, há também críticas ao papel do Vaticano e ao desempenho de políticas da Santa Sé em relação à China.

Especialista convidada pelo Hudson Institute recomenda ao Papa Leão XIV fortalecer ações globais em defesa dos bispos chineses pressionados. Ela enfatiza que o Dia Mundial de Oração pela Igreja na China, criado pelo Papa Bento XVI, não recebeu o devido impulso nos últimos anos e pode sinalizar uma resposta pública mais firme ao governo chinês. A HRW reforça a necessidade de monitoramento internacional contínuo para checar violações religiosas no país.

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