- A Colômbia realiza, em Santa Marta, de sexta-feira, 24, até quarta-feira, 29, a conferência mundial inédita para abandonar combustíveis fósseis, com quase 50 países.
- O evento começa com foco na sociedade civil, povos indígenas e ciência climática; na terça (28) e quarta-feira (29) ocorre o segmento de alto nível, com ministros e diplomatas.
- Os participantes somam cerca de um quinto da produção global de fósseis e quase um terço do consumo, mas os maiores produtores — como Estados Unidos, China, Arábia Saudita e Rússia — não estarão presentes.
- A Colômbia pretende lançar uma coalizão de produtores e consumidores comprometida com a eliminação gradual dos combustíveis fósseis.
- Analistas destacam que segurança energética e preços dos combustíveis podem influenciar os diálogos, em meio a uma agenda climática considerada tímida.
A conferência mundial para abandonar os combustíveis fósseis começa nesta sexta-feira (24) na Colômbia, em Santa Marta, e segue até a próxima quarta-feira (29). O evento reúne quase 50 países e foca inicialmente na sociedade civil, povos indígenas e ciência climática.
Nos dias de alto nível, na terça (28) e quarta (29), ministros e diplomatas devem discutir caminhos para a eliminação gradual de carvão, petróleo e gás. A Colômbia organiza o encontro junto com os Países Baixos.
A reunião surge em meio a tensões geopolíticas que afetam o mercado de hidrocarbonetos, como o estreito de Hormuz. Analistas apontam que segurança energética pode influenciar as ausências de pautas climáticas.
Entre os participantes esperados estão Austrália, Canadá, Noruega, Brasil, Angola, México e Vietnã. Grandes produtores e emergentes do setor aparecem com peso variado na agenda.
Estados Unidos, China, Arábia Saudita e Rússia não integram a lista de participantes oficiais. A Colômbia pretende formar uma coalizão de países produtores e consumidores para avançar a transição.
A conferência foi anunciada antes, mas ganhou importância com a crise energética global. A ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez, destaca a relevância de envolver produtores para ampliar o diálogo.
Segundo Vélez, o encontro pode resultar em um mapa do caminho para abandonar os combustíveis fósseis, com participação do Brasil, país anfitrião da COP30. A iniciativa visa torná-lo um marco de cooperação.
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