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Conflito no Irã pressiona arsenal dos EUA, mesmo com cessar-fogo Israel-Líbano

Guerra no Irã drena estoques estratégicos dos EUA, mesmo com extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano; Pentágono define próximos passos da operação Epic Fury

Em imagem divulgada pela Força Aérea dos EUA, o especialista Scottlin Bartlett trabalha perto de uma bateria de mísseis Patriot na base aérea de Al‑Dhafra, em Abu Dhabi, em 5 de maio de 2021.
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  • Nos EUA, a ofensiva contra o Irã tem consumido grande parte de seus estoques: cerca de 1.100 mísseis de cruzeiro de longo alcance e mais de mil mísseis Tomahawk já foram usados em pouco mais de um mês, com forte utilização de sistemas de defesa aéreia Patriot e custo elevado por interceptação.
  • O Departamento de Defesa aponta que o ritmo das operações continua intenso, sem indicar reposição rápida para o arsenal utilizado.
  • O Pentágono afirma ter atingido mais de treze mil alvos, mas não divulga o total de munições empregadas. Especialistas alertam que o número de alvos não traduz plenamente a dimensão da campanha.
  • O custo financeiro da ofensiva já é estimado entre US$ vinte e oito bilhões e US$ trinta e cinco bilhões, próximo de US$ um bilhão por dia, segundo centros de pesquisa independentes.
  • Sobre o Estreito de Ormuz, Trump afirmou controle total, mas a situação permanece instável: há bloqueio duplo, apreensão de navios e risco de minas; autoridades citam plano para conter o Irã caso o cessar-fogo se rompa, com ataques rápidos a alvos móveis.
  • O cessar-fogo entre Israel e Líbano foi estendido por três semanas, conforme anúncio da Casa Branca, mas o Hezbollah não participou das negociações; incidentes continuam ocorrendo na fronteira.

O conflito no Irã consome parte relevante dos estoques militares dos EUA, mesmo com sinais de arrefecimento em outras frentes. O Departamento de Defesa foi convocado para uma coletiva na sexta (24) para esclarecer impactos na operação Epic Fury, iniciada no fim de fevereiro. O governo ainda não divulga números oficiais.

Dados do The New York Times apontam uso de cerca de 1.100 mísseis de cruzeiro de longo alcance em pouco mais de um mês. Os disparos de Tomahawk superaram dezeto o que costuma ocorrer em um ano, sinalizando desgaste das capacidades norte-americanas.

O Pentágono destaca uso de mais de 1.200 interceptadores Patriot, cada um custando acima de US$ 4 milhões. A agência não detalha o total de munições empregadas, mas alerta para o desafio de reposição em caso de conflito prolongado.

Além disso, autoridades citadas pelo Pentágono registram mais de 13 mil alvos atingidos no conflito, em pouco mais de 30 dias. Analistas dizem que o número não reflete toda a complexidade da campanha, que envolve múltiplos modos de ataque.

O custo financeiro do esforço militar preocupa Washington. Dois centros de pesquisa estimam gastos entre US$ 28 bilhões e US$ 35 bilhões, com ritmo próximo de um bilhão de dólares por dia. A Casa Branca não confirma oficialmente o total.

Controle do Estreito de Ormuz

Donald Trump afirma que os EUA possuem controle total da passagem, enquanto a prática indica maior instabilidade. A Marinha intensifica ações de inspeção de navios, e o presidente ordena ações para minas no estreito, elevando a tensão logística.

Há dificuldade para garantir a passagem de navios de países aliados na região. O bloqueio afeta o fluxo de petróleo, com preços próximos de US$ 100 por barril, segundo fontes internacionais.

Relatórios indicam que a remoção de minas pode levar meses. O Pentágono contestou a estimativa, mas não apresentou alternativa oficial, mantendo incerteza sobre o tempo necessário para normalizar rotas.

A CNN aponta que planos de resposta a rompimento do cessar-fogo já estão em estudo, com ações rápidas contra embarcações de ataque, navios-mina e outros recursos usados pelo Irã para bloquear rotas.

Cessar-fogo entre Israel e Líbano

Paralelamente, Trump anunciou extensão de três semanas do cessar-fogo entre Israel e Líbano. Hezbollah não participou das negociações, o que sustenta incerteza sobre a efetividade da trégua.

Ainda sob o acordo, ataques continuam em alguns casos, mantendo o risco de escalada na fronteira sul de Israel. Não houve comentários oficiais adicionais sobre mudanças na estratégia regional.

O governo iraniano não confirmou qualquer negociação mediada pelo Paquistão e mantém posição de negociar apenas enquanto houver ações militares norte-americanas, incluindo bloqueio naval, segundo fontes oficiais.

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