Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crise global do petróleo muda para sempre a indústria de fósseis, diz IEA

Crise global do petróleo, provocada pela guerra no Irã, muda para sempre o setor fóssil; Birol afirma que expansão no Mar do Norte não altera segurança energética nem preços no Reino Unido

‘There will be a significant boost to renewables and nuclear power and a further shift towards a more electrified future,’ Birol said.
0:00
Carregando...
0:00
  • Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, afirma que a crise do petróleo provocada pela guerra no Irã mudou o setor de combustíveis fósseis para sempre, aumentando a distrust e reduzindo a demanda global.
  • Segundo ele, governos vão revisar estratégias energéticas, com maior foco em renováveis e energia nuclear, e redução do papel do petróleo.
  • Birol diz que a expansão no Mar do Norte não deve alterar significativamente a segurança energética do Reino Unido nem os preços, e licenças para Jackdaw e Rosebank teriam efeito mínimo.
  • Ele recomenda seguir com tiebacks (extensão de áreas já existentes) e desencoraja novas licenças de exploração por questões econômicas.
  • A crise pode acelerar a transição para energias renováveis, com riscos para metas climáticas; mais de cinquenta governos discutirão a transição global na Colômbia.

O avanço da crise no setor de petróleo, desencadeada pela guerra no Irã, pode redefinir o cenário energético global, disse Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA). O dirigente afirma que países devem buscar menos dependência de combustíveis fósseis para assegurar suprimentos.

Birol, em entrevista exclusiva, aponta que o conflito elevou a percepção de risco e reduziu a demanda por petróleo. Segundo ele, governos vão revisar estratégias energéticas e investir mais em renováveis e nuclear, com trajetória mais elétrica.

O chefe da IEA sustenta que não haverá retorno à situação anterior. O jornal descreve um cenário de mudanças permanentes nos mercados globais de energia nos próximos anos.

Mudança de foco e impactos no Reino Unido

Birol alertou que a Grã-Bretanha não deve avançar significativamente com expansão no Mar do Norte. O relatório também questiona a viabilidade de reduzir preços por meio de novas concessões de exploração.

Para o governo britânico, a decisão ainda é de responsabilidade pública. O cientista econômico afirma que, mesmo com licenças para Jackdaw e Rosebank, o efeito na segurança energética e no preço do petróleo seria mínimo.

A recomendação é priorizar projetos de extensão de campos existentes, segundo a IEA, enquanto novas áreas em desenvolvimento teriam retorno tardio e impactos limitados. Não se espera ganho imediato em oferta de óleo e gás.

Perspectivas globais e caminhos mitigadores

O que se observa é um ganho potencial para energias limpas e para nuclear, com alta expectativa de expansão de renováveis. Birol vê custo competitivo da solar frente ao carvão, além de avanços constantes na geração de energia limpa.

Apesar de avispas de tributação sobre lucros extraordinários, a IEA considera prematuro discutir novos tributos neste momento de crise. A depender da evolução, custos de fertilizantes, alimentos e setores tecnológicos devem permanecer sensíveis.

Mais de 50 governos devem se reunir na próxima semana, em Colômbia, para tratar da transição energética global e da resposta internacional ao ajuste de preços e oferta causado pela crise. A reunião marca o primeiro encontro internacional sobre a redução de dependência de combustíveis fósseis.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais