- Mojtaba Khamenei está gravemente ferido, com queimaduras no rosto e lábios, perda de um membro inferior e comunicação por cartas seladas.
- Por questões de segurança, ele permanece escondido, cercado de médicos, sem acesso direto de outros grandes dirigentes.
- Generais da Guarda da Revolução Islâmica passam a exercer o poder de fato no Irã, já que ninguém consegue obter contato direto com o líder.
- O estado de saúde e o isolamento dificultam o exercício pleno do poder teocrático e alimentam o domínio da ala mais dura dentro do quadro iraniano.
- No cenário externo, há impasse sobre negociações com os Estados Unidos, com prazo para decisão antes de uma possível retomada de hostilidades e desdobramentos no Congresso.
Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, enfrenta danos graves que limitam sua capacidade de decisão. Ferimentos no rosto e nos lábios dificultam a fala, e houve perda de um membro inferior. Comunicações são feitas por cartas seladas em meio a um aparato de segurança rigidamente controlado.
Segundo o New York Times, o líder está acamado e cercado por médicos, incluindo o cardiologista Massoud Pezeshkian, e o ministro da Saúde, Mohammad-Reza Zafarghandi. Generais dos Guardas da Revolução Islâmica ocupam o espaço político e militar, já que ele não consegue participar ativamente.
Mojtaba foi escolhido para o posto após a morte de Ali Khamenei no início da guerra. A imprensa aponta que muitos líderes não o veem, ou não o chegam, por medo de revelar onde ele está escondido. Israel é apontado como potencial alvo, com EUA atuando como impedimento.
O poder em jogo
O regime teocrático permanece com o controle formal do poder pela figura do líder, mas a prática aponta para o domínio de generais da Guarda Revolucionária. A alimentação de informações ao público é questionável, e não está claro se Mojtaba assina publicamente as declarações.
Muitos analistas descrevem que o cenário favorece a ala dura, que pode buscar retaliação ou endurecer negociações com potências estrangeiras. A imprensa internacional observa tensões entre desejos de acordo dos EUA e a resistência iraniana.
Trump e a pauta de negociações
A administração americana aguarda uma resposta sobre possíveis negociações, com prazo indicado para o dia 1º de maio. Senadores republicanos deixam claro que a guerra não será aprovada sem aprovação do Congresso, caso o prazo se esgote.
Sanam Vakil, da Chatham House, aponta que o Irã pode estar operando sob “fatos consumados” disseminados por fontes próximas ao governo. A pergunta central é: quem, de fato, decide o destino da nação?
O desfecho do impasse permanece incerto, com a liderança física de Mojtaba Khamenei vulnerável e o aparato militar erguido para sustentar o governo. A continuidade da guerra depende de próximos desfechos diplomáticos e de decisões que hoje parecem fora do alcance do líder.
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