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Grupos de direitos humanos emitem alerta sobre viajar aos EUA na Copa

Cento e vinte e cinco instituições emitem alerta sobre viagem aos Estados Unidos durante a Copa, destacando riscos de repressão imigratória e vigilância a minorias e pessoas LGBTQ+

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante sorteio da Copa do Mundo 2026. 5/12/2025 (Roberto SCHMIDT/AFP)
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  • Carta de alerta, com 125 instituições de direitos humanos e torcedores, orienta viajantes à Copa do Mundo nos EUA (11 de junho a 19 de julho) a conhecerem seus direitos e avaliarem riscos.
  • Editors apontam riscos como repressão imigratória, e danos a grupos raciais, étnicos e a indivíduos LGBTQ+, recomendando ter um plano de contingência.
  • Assinantes incluem ACLU, Anistia Internacional dos EUA, Human Rights Watch, NAACP, Southern Poverty Law Center e grupos de torcedores das cidades-sede.
  • Oitavas cidades-sede com jogos: Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova York, Filadélfia, São Francisco e Seattle ( México e Canadá também sediarão jogos).
  • Recomendações abrangem consulta aos recursos de direitos humanos, instalar o app ReadyNow! para notificações, proteger dados de dispositivos e, para jornalistas, consultar CPJ ou RSF.

Um grupo de 125 organizações de direitos humanos e torcedores dos Estados Unidos criou uma carta de alerta para quem viajar à Copa do Mundo, de 11 de junho a 19 de julho. O documento aborda direitos legais, riscos de viagem e cuidados a observar durante o torneio.

O texto, divulgado na quinta-feira, 23, orienta viajantes a conhecer seus direitos internacionais e aponta riscos à estadia no país, incluindo repressão imigratória, bem como impactos a minorias raciais e étnicas e a pessoas LGBTQ+. O aviso também recomenda ter um plano de contingência.

Riscos e danos potenciais

Entre os riscos listados estão prisões, detenções e problemas de entrada, mesmo com autorização prévia. Pessoas transgênero podem enfrentar dificuldades com vistos. Existem restrições de entrada para cidadãos de diversos países, com exceções parciais para outros, conforme políticas migratórias vigentes.

O comunicado aponta ainda triagem rigorosa de redes sociais e dados de dispositivos, risco de deportação e tratamento inadequado em centros de detenção. A carta ressalta possibilidade de repressão à expressão pública, aumento da vigilância e restrições de protesto.

Recomendações

Entre as orientações, estão consultar recursos de direitos humanos e utilizar aplicativos de contato de confiança em caso de detenção. Vistas podem exigir ajuste de informações em documentos, como sexo atribuído, para alguns casos. O grupo também orienta remover dados sensíveis de dispositivos.

Para jornalistas, o aviso recomenda consultar organizações de proteção de imprensa. Além disso, sugere manter familiares informados sobre datas e destinos da viagem e desativar reconhecimento facial e autenticação biométrica em dispositivos.

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