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Hezbollah e Israel se acusam mutuamente de violações do cessar-fogo

Hezbollah e Israel trocam acusações de violação do cessar-fogo; prorrogação da trégua por três semanas é confirmada

Imagem colorida de ataque de Israel no sul do Líbano - Metrópoles
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  • Líbano e Israel concordaram, na quinta-feira, em estender o cessar-fogo por mais três semanas.
  • Nesta sexta-feira, Hezbollah e Forças de Defesa de Israel se acusaram mutuamente de violações ao cessar-fogo.
  • O Exército de Israel disse ter interceptado projéteis vindos do Líbano e atacado estruturas militares do Hezbollah, alegando ter matado três combatentes.
  • O Hezbollah afirmou ter disparado foguetes contra o norte de Israel em resposta a uma suposta violação do cessar-fogo.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo seria estendido por três semanas após a reunião no Salão Oval.

O Hezbollah e Israel se acusaram nesta sexta-feira (24/4) de violar o cessar-fogo, após o acordo de extensão do acordo firmado na quinta-feira (23/4). A prorrogação do cessar-fogo foi anunciada para mais três semanas, em meio a tensões na região.

Segundo o Exército de Israel, houve interceptação de projéteis vindos do Líbano e ataque a estruturas militares do Hezbollah no sul do Líbano. O órgão afirmou ter matado três militantes do grupo. O intervalo das ofensivas coincidiu com o reforço de operações na fronteira.

O Hezbollah, por sua vez, disse ter lançado foguetes contra o norte de Israel em resposta a suposta violação do cessar-fogo por parte de Israel. As ações ocorrem num contexto de escalada após ataques de Israel contra o Irã em fevereiro, que alimentaram a ofensiva do grupo libanês em apoio ao Irã.

Contexto do conflito

O Hezbollah é aliado do Irã e atua como grupo paramilitar libanês. O conflito envolve ainda o Hamas, no topo da Faixa de Gaza, ampliando a dinâmica regional. Mais de 1 milhão de libaneses já foram deslocados por confrontos próximos à fronteira com Israel.

As negociações envolvendo Irã e Estados Unidos contaram com a mediação do Paquistão. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a participação do Líbano no acordo não está assegurada pela sua leitura, mantendo a posição de combate ao Hezbollah até a neutralização do grupo.

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