- Sargento das forças especiais dos Estados Unidos, Gannon Ken Van Dyke, foi preso por uso ilegal de informações confidenciais para lucrar com apostas na plataforma Polymarket.
- Ele foi envolvido na operação que capturou o ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro e participou do planejamento e da execução da ação.
- A acusação aponta uso ilegal de informações confidenciais para ganho pessoal, roubo de dados governamentais não públicos, fraude financeira, fraude eletrônica e movimentação de recursos obtidos de forma ilícita.
- Poucas horas antes do anúncio da captura por parte do presidente Donald Trump, uma conta ligada a Van Dyke fez apostas de mais de US$ 33 mil prevendo a saída de Maduro do poder; as apostas geraram lucro após a confirmação pública.
- Após os ganhos, ele teria transferido grande parte do dinheiro para carteiras de criptomoedas e contas de investimento online, tentando ocultar a identidade ao solicitar a exclusão da conta utilizada; a Polymarket informou ter identificado movimentações suspeitas e coopera com o Departamento de Justiça.
O sargento das forças especiais dos Estados Unidos Gannon Ken Van Dyke foi preso nesta quinta-feira (23) por usar informações confidenciais da missão que capturou o ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro. A ação ocorreu nos EUA, e as autoridades apontam uso de dados sigilosos para lucrar com apostas na plataforma Polymarket.
A acusação cita ganhos superiores a US$ 409 mil com apostas antecipadas na queda de Maduro. A prisão envolve acusações de uso ilegal de informação confidencial, roubo de dados não públicos, fraude financeira e movimentação de recursos obtidos de forma ilícita.
Segundo o texto apresentado, poucas horas antes do anúncio público da operação, uma conta ligada a Van Dyke fez apostas acima de US$ 33 mil em contratos ligados à saída de Maduro do poder no mês de janeiro. Após o anúncio, as apostas teriam gerado lucros elevados.
Van Dyke, ainda conforme a acusação, transferiu grande parte dos ganhos para carteiras de criptomoedas e plataformas de investimento online. Dias depois, teria tentado ocultar a identidade ao pedir a exclusão da conta usada na Polymarket.
Reação da Polymarket e próximos passos
A Polymarket informou que identificou movimentações suspeitas ligadas ao uso de informação classificada e comunicou o caso ao Departamento de Justiça, além de cooperar com a investigação. A empresa ressaltou que práticas de insider trading não têm espaço na plataforma.
As autoridades destacam que o caso envolve acusações graves, com possível participação de outras pessoas conforme a investigação avance. O Departamento de Justiça não divulgou novas informações sobre possíveis vínculos ou novas detenções.
Entre na conversa da comunidade