- Netanyahu afirmou que o Hezbollah tenta sabotar a paz entre Israel e o Líbano e que Israel manterá plena liberdade de ação militar.
- O premiê disse que houve ataques ontem e hoje e que o objetivo é devolver a segurança aos moradores do norte.
- Ele explicou que os confrontos continuam na fronteira com o Líbano e que Israel atua para responder às ameaças.
- Trump anunciou a extensão do cessar-fogo entre Israel e o Líbano por três semanas, sugerindo que a paz pode ocorrer em breve.
- Netanyahu acusou o Hezbollah, apoiado pelo Irã, de tentar atrapalhar avanços e afirmou que Washington pressiona o Irã de forma firme.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (24) que o Hezbollah tenta sabotar os esforços para uma paz histórica entre Israel e o Líbano e manteve a promessa de plena liberdade de ação militar para responder a ameaças. A fala ocorreu em meio à continuidade dos confrontos na fronteira norte.
Netanyahu disse que “atacamos ontem, atacamos hoje” e que está determinado a devolver a segurança aos moradores do norte, fazendo referência a bombardeios israelenses no território libanês. O anúncio coincidiu com a extensão, por três semanas, do cessar-fogo entre Israel e o Líbano, anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após conversas com os embaixadores dos dois países nos EUA.
O premiê acusou o Hezbollah, apoiado pelo Irã, de tentar impedir o progresso das negociações diretas entre Israel e Líbano, as primeiras em décadas desde o início do conflito entre os dois países em 1948. Netanyahu afirmou ainda que Washington pressiona o Irã com força econômica e militar, e que Israel atua em plena cooperação com os Estados Unidos.
Contexto
Netanyahu disse que o governo está “mudando a face do Oriente Médio” e relatou ter tido uma “excelente conversa” com Trump. O premiê destacou que as ações de Israel visam a segurança dos seus cidadãos e a estabilidade regional, enquanto o Irã é apontado como principal aliado do Hezbollah.
Desdobramentos na região
A declaração ocorre no contexto de tensões na fronteira e de debates sobre o acordo de paz entre Israel e o Líbano. Autores locais apontam que a continuidade dos bombardeios pode influenciar o ritmo das negociações e a percepção de segurança entre a população do norte de Israel.
Entre na conversa da comunidade