- A Otan afirmou que não há previsão no tratado para suspender ou expulsar membros, após reportagem sobre possível punição dos EUA a aliados que não apoiaram a guerra no Irã.
- A notícia, citando e-mail interno do Pentágono, dizia que medidas de punição a aliados e revisão da posição dos EUA sobre as reivindicações britânicas às Ilhas Falkland estavam em análise.
- Espanha rejeitou a reportagem; o país não autorizou o uso de bases aéreas espanholas para ataques ao Irã, ainda que os EUA tenham duas bases no território (Rota e Morón).
- O chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que trabalham com documentos oficiais e posições oficiais do governo dos Estados Unidos, defendendo cooperação com os aliados dentro da lei internacional.
- Fora disso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que maior envolvimento na guerra ou na atual bloqueio naval não é do interesse britânico, em meio a participação de forças britânicas em operações relacionadas ao Estreito de Ormuz.
O prestígio da aliança militarita NATO foi colocado em foco após uma divulgação de e-mails internos do Pentágono, que teriam sugerido medidas de punição a aliados considerados omissos em relação à operação contra o Irã. A imprensa informou que o documento também tratava de revisar a posição dos EUA sobre a cobrança britânica sobre as Ilhas Falkland, disputa antiga com a Argentina.
Em resposta, um porta-voz da NATO disse à BBC que o tratado fundador não prevê suspensão nem expulsão de membros. A posição é de que não há mecanismo de exclusão previsto na carta que funda a aliança.
O governo da Espanha rebateu a reportagem, destacando que o país não opera com base em emails e sim em documentos oficiais e posições oficiais dos Estados Unidos. O premiê Pedro Sánchez reforçou o compromisso com a cooperação dentro do marco do direito internacional.
A imprensa também lembrou que a Espanha abriga bases americanas, incluindo a Estação Naval de Rota e a Morón Air Base, utilizadas em operações na região. Sánchez reiterou que o país coopera com aliados, mas sempre respeitando a legalidade.
Na esfera política britânica, o primeiro-ministro Keir Starmer disse que não é interesse do Reino Unido ampliar o envolvimento no conflito ou na atual contenção portuária do Irã. O Reino Unido já autorizou o uso de bases britânicas para ações contra alvos no Estreito de Hormuz, com participação de aeronaves da RAF.
Outras capitais europeias, como Paris e Berlim, comunicaram disposição de manter o Estreito de Hormuz aberto em cenário de cessar-fogo ou fim do conflito, mantendo a segurança estratégica na região. A situação aponta para uma tensão entre estratégias nacionais e o funcionamento das alianças coletivas.
A nota interna citada pelo veículo de comunicação indicou que direitos de acesso, bases e sobrevoos (ABO) seriam apenas o nível básico para a atuação dentro da NATO. Terminologias ligadas a potenciais retaliações aparecem como hipótese, sem indicar retirada da aliança nem fechamento de bases na Europa.
O Departamento de Defesa dos EUA, por meio de uma assessor de imprensa, afirmou que, apesar dos esforços para apoiar os aliados, havia divergências sobre alinhamento e ações. A nota acrescentou que o governo manterá opções para assegurar que os aliados contribuam de forma efetiva, sem comentar deliberações internas.
Entre na conversa da comunidade