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Países europeus acusam Rússia de tentar apagar crimes de Stálin

Países europeus acusam a Rússia de apagar a memória dos crimes de Stálin após a desmontagem de memorial em Tomsk, dedicado a vítimas da NKVD

Apoiadores do Partido Comunista Russo participam de uma cerimônia que marca o 70º aniversário da morte do líder soviético Josef Stalin na Praça Vermelha em Moscou, Rússia
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  • Quatro países europeus acusaram a Rússia de tentar apagar a memória dos crimes de Josef Stálin, após a desmontagem de um memorial em Tomsk.
  • Moradores acordaram no domingo e viram que o complexo memorial às vítimas da polícia secreta de Stálin, incluindo a Pedra da Dor, havia sido desmontado; a prefeitura citou risco de desabamento, mas a explicação foi retirada.
  • O memorial homenageava vítimas do NKVD, incluindo o Grande Terror de mil novecentos e trinta e sete e mil novecentos e trinta e oito; o local fica próximo ao antigo prédio prisional, hoje museu.
  • As embaixadas da Polônia, Estônia, Lituânia e Letônia protestaram e exigiram a restauração do local, destacando a necessidade de preservar a memória para não repetir crimes.
  • A remoção ocorre depois da decisão da Suprema Corte da Rússia de classificar o Memorial como extremista, em meio a ações ligadas ao debate sobre o Gulag e mudanças envolvendo monumentos.

Quatro países europeus convocaram a Rússia para falar sobre a suposta tentativa de apagar a memória dos crimes de Josef Stálin. A acusação veio após a desmontagem de um monumento em Tomsk, na Sibéria, dedicado a russos e a outras pessoas executadas pela polícia secreta.

Moradores de Tomsk acordaram no domingo e encontraram o complexo memorial desocupado, incluindo a chamada Pedra da Dor e um arco. A prefeitura disse inicialmente que a ação ocorreu após uma denúncia de desmoronamento de uma garagem vizinha.

O memorial foi erguido no local de uma vala comum associada a execuções da NKVD. A região abriga ainda um antigo prédio prisional, hoje convertido em museu. O conjunto homenageava vítimas de diversas fases do regime soviético, inclusive do Grande Terror de 1937-1938.

Em comunicado conjunto, as embaixadas da Polônia, Estônia, Lituânia e Letônia protestaram e exigiram a restauração do local. Elas destacaram a importância de preservar a memória das vítimas para evitar repetições.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, não comentou diretamente as críticas. Ela lembrou ações de países bálticos que desconstruíram monumentos ao Exército Soviético, segundo ela, para justificar reposicionamentos históricos.

Zakharova afirmou que outros países exumaram e reenterraram restos de soldados do Exército Vermelho. A diplomata disse que a Rússia usará meios disponíveis para enfrentar o que chamou de ações bárbaras dos Estados bálticos.

Os países europeus que reagiram apoiam a Ucrânia e veem o Exército Vermelho como ocupante, não como libertador, no conflito atual. O tema ocorre em meio a um mosaico de disputas históricas entre a região e Moscou.

Contexto legal e político

A remoção do memorial de Tomsk ocorre após a Suprema Corte da Rússia classificar o grupo Memorial como extremista, alegando anti-russismo. A decisão proibiu as atividades da organização.

Alinhamento com outras medidas no país

A mesma semana trouxe a ampliação de ações oficiais, como o decreto de renomeação da academia de segurança FSB em homenagem a Felix Dzerzhinsky. A medida faz parte de uma série de gestos oficiais envolvendo o legado soviético.

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