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Polícia israelense investiga remoção de bandeira palestina de kipa

Polícia israelense investiga após kippá com bandeira palestina ter faixa cortada, gerando repercussão internacional

The skullcap, also known as a kippah, was embroidered with an Israeli flag on one side and a Palestinian flag on the other
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  • Alex Sinclair, de cinquenta e três anos, detido em Modiin, Israel, por usar uma kippá bordada com as bandeiras de Israel e da Palestina.
  • A kippá foi confiscada e retornou com a faixa palestina cortada, segundo o próprio Sinclair.
  • A polícia disse ter atendido a uma denúncia sobre uma pessoa usando uma kippá com uma bandeira palestina e que a queixa foi encaminhada à Divisão de Investigações Internas.
  • Não há lei explícita que proíba exibir bandeiras palestinas, mas a polícia pode remover ou confiscar se julgar que há risco à ordem pública.
  • O caso gerou críticas políticas e institucionais, incluindo carta da Universidade Hebraica e avaliação de que houve violação de liberdade de expressão; Sinclair busca compensação pela kippá danificada.

Na cidade central de Modiin, Israel, um acadêmico britânico-israelense foi detido pela polícia após usar uma kippah bordada com as bandeiras de Israel e da Palestina. O episódio ocorreu na segunda-feira, quando o homem foi obrigado a entregar o adorno e acabou detido, sendo liberado apenas sem a peça com a bandeira palestina. A ocorrência ganhou repercussão doméstica e internacional após ele compartilhar os detalhes nas redes.

Alex Sinclair, 53 anos, professor de educação judaica na Universidade Hebraica de Jerusalém, relatou ter sido abordado por um homem religioso que pediu que ele deixasse de usar a kippah. Segundo Sinclair, a polícia chegou minutos depois e informou que o acessório era ilegal, confiscando-o e levando o homem à delegacia. Ao ser liberado, ele recebeu o objeto sem a parte com a bandeira palestina.

Desdobramentos e respostas

A polícia informou que atendeu a uma denúncia sobre um homem usando uma kippah com uma bandeira palestina e que, após esclarecimentos, o indivíduo foi liberado. A autoridade afirmou que, como houve uma queixa encaminhada à Divisão de Investigações Internas do Ministério da Justiça, não pode fornecer mais detalhes no momento.

Não há uma lei israelense clara que proíba mostrar a bandeira palestina em público, porém a polícia pode remover itens considerados ameaça ao ordem pública. O ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, tem orientado a atuação policial sobre bandeiras palestinas, o que gerou críticas de grupos de direitos humanos.

Sinclair afirmou ter usado a kippah por cerca de duas décadas, como símbolo de identidade judaica que convive com direitos dos palestinos. O design exclusivo surgiu de um pedido especial a uma loja de Jerusalém e visa diferenciar-se de grupos religiosos nacionalistas. O acadêmico planeja adquirir uma nova peça com as bandeiras, esperando continuar a falar sobre convivência e direitos iguais.

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