- Soldado das forças especiais dos Estados Unidos, Gannon Ken Van Dyke, foi preso por supostamente apostar na saída de Nicolás Maduro usando informações sigilosas na Polymarket.
- O Departamento de Justiça dos EUA afirma que Van Dyke ganhou mais de US$ 409 mil com as apostas entre o período em que tinha acesso a informações não públicas.
- Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas na Operação Absolute Resolve em 3 de janeiro e levados a Nova York para responder a acusações; eles negam as acusações.
- A Polymarket informou que coopera com o DOJ e que não há espaço para uso de informação privilegiada em sua plataforma.
- A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) também abriu ação contra Van Dyke por uso indevido de informações governamentais para ganho pessoal.
Um soldado das forças especiais dos EUA foi preso após supostamente apostar na saída de Nicolás Maduro antes de a informação se tornar pública. Gannon Ken Van Dyke, ativo no Exército e lotado em Fort Bragg, é acusado pelo Departamento de Justiça (DOJ) de usar informações sigilosas para lucrar via a plataforma Polymarket.
Segundo a denúncia, Van Dyke criou uma conta na Polymarket por volta de 26 de dezembro de 2025 e investiu mais de US$ 33 mil em mercados ligados a Maduro e à Venezuela, enquanto tinha acesso a informações não públicas sobre a operação. O DOJ aponta que as apostas ocorreram entre 8 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026.
A operação que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, aconteceu em Caracas, em 3 de janeiro, e eles foram transferidos para Nova York para responder a acusações sobre armas e drogas, as quais negam. O DOJ afirma que Van Dyke participou do planejamento e da execução da chamada Operação Absolute Resolve.
A Polymarket informou que identifica uso de informações governamentais classificadas e encaminha casos ao DOJ, assegurando que não há espaço para uso de informação privilegiada em sua plataforma. A empresa reforçou que coopera com investigações e que o sistema funciona.
Além do DOJ, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) também moveu ação contra Van Dyke, sob acusação de uso de informações confidenciais para ganho pessoal. Promotores ressaltam que militares assinam acordos de confidencialidade que proíbem divulgar dados sensíveis.
O procurador-geral interino Todd Blanche destacou que informações classificadas devem ser protegidas e que mercados de previsão não devem servir para lucro com dados privilegiados. Jay Clayton, de Nova York, completou que tais mercados não devem ser usados para lucrar com informações sigilosas.
Questionado sobre o caso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou não ter conhecimento imediato, mas disse que vai analisar a situação. Em declaração, Trump comentou sobre preocupações com mercados de previsão e afirmou não apoiar esse tipo de operação.
Diante do caso, a Casa Branca alertou funcionários para evitar o uso de informações privilegiadas em apostas em mercados de previsão. Em março, parlamentares democratas apresentaram projeto para banir parte dessas negociações envolvendo guerras ou ações militares.
Operadores de mercados de previsão ganham notoriedade nos EUA, com contratos de eventos que funcionam como bolsas de negociação. Reguladores observam disputas entre a CFTC e autoridades estaduais sobre a supervisão desses mercados, que não se enquadram como apostas tradicionais.
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