- A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, avisou que o Irã pode representar uma ameaça maior se especialistas nucleares ficarem de fora das negociações de paz.
- O alerta foi feito durante discurso a líderes da UE em uma reunião no Chipre.
- Segundo ela, qualquer acordo futuro pode ser mais fraco do que o JCPOA, o acordo de 2015 que o Irã assinou e que os Estados Unidos deixaram em 2018.
- O JCPOA previa limitações no programa nuclear iraniano em troca de alívio em sanções internacionais.
- Kallas afirmou ainda que não tratar apenas do programa nuclear, sem abordar questões regionais, mísseis, apoio a grupos aliados e atividades híbridas e cibernéticas, pode deixar o Irã mais perigoso.
Em discurso durante uma reunião de líderes da União Europeia no Chipre, a chefe de política externa da UE alertou sobre o Irã caso especialistas nucleares sejam excluídos das negociações de paz. A avaliação aponta que o acordo resultante pode ficar mais fraco que o JCPOA de 2015.
Kallas destacou que negociar apenas o programa nuclear não basta. A ausência de especialistas pode fragilizar o entendimento e reduzir inspeções internacionais, além de manter sanções em vigor, conforme o histórico do acordo anterior.
A responsável reiterou que também é preciso tratar de temas regionais, mísseis e ciberataques. Segundo ela, não abordar esses aspectos pode agravar a situação na região e aumentar riscos para a Europa.
Contexto do JCPOA: o acordo de 2015 buscou limitar atividades nucleares do Irã em troca de alívio de sanções. O pacto ficou sem efeito após a saída dos EUA do acordo, iniciada em 2018, sob a gestão do então presidente Donald Trump.
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