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Após derrota, Orbán deixa Parlamento para reorganizar base política

Derrotado, Orbán deixa o Parlamento para reorganizar o campo nacional, após oposição pró-UE vencer com maioria de dois terços no Legislativo

Viktor Orban (Foto: Bloomberg)
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  • Viktor Orbán deixará a cadeira no Parlamento para se dedicar à reorganização do seu campo político, conforme anunciou neste sábado.
  • A decisão acontece dias após ele perder o governo para Péter Magyar, líder da oposição pró-UE.
  • A eleição resultou em 141 cadeiras para a aliança oposicionista Tisza, garantindo maioria de dois terços no Parlamento de 199 membros.
  • A coalizão governista Fidesz-KDNP ficou com 52 cadeiras, enquanto o partido Nossa Pátria teve 6 vagas.
  • Orbán, de 62 anos, sinalizou que pode manter influência dentro do Fidesz e retornar à presidência do partido no congresso de junho; a sessão inaugural do Legislativo está marcada para 9 de maio.

Viktor Orbán anunciou que deixará a cadeira no Parlamento húngaro para se dedicar à reorganização de seu campo político, após a derrota nas eleições de abril. O ex-primeiro-ministro divulgou a decisão neste sábado, dias depois de perder o governo para Péter Magyar, líder do partido Tisza, aliado da oposição.

Orbán afirmou que sua atuação fora do Legislativo será mais eficaz para reconstruir o que chamou de “campo nacional”. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse que a cadeira não é necessária agora, mas a reorganização político-partidária é essencial para o momento.

A eleição resultou na ampla vitória da oposição: o Tisza conquistou 141 das 199 cadeiras, garantindo maioria de dois terços. A coalizão Fidesz-KDNP ficou com 52 assentos, enquanto o Nossa Pátria levou as seis vagas restantes.

Reestruturação do Fidesz e próximos passos

Apesar da saída, Orbán, de 62 anos, sinalizou que pretende manter influência dentro do Fidesz e pode permanecer na presidência do partido caso seja reconduzido no congresso de junho, já apoiado por dirigentes da legenda.

A Assembleia Nacional da Hungria deve realizar a sessão inaugural em 9 de maio, com a posse dos parlamentares eleitos. O novo governo chega ao mandato com maioria expressiva, o que facilita a implementação de agenda de mudança e a consolidação do novo comando político.

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