- Bombardeios de Israel no sul do Líbano, no domingo 26, atingiram uma casa em Bint Jeil, matando mãe e criança brasileiras; um pai de origem libanesa também morreu e outro filho brasileiro ficou internado.
- O ataque ocorreu durante uma série de ações que, segundo o governo libanês, deixaram ao menos 14 mortos e 37 feridos.
- O Itamaraty criticou as violações ao cessar‑fogo de 16 de abril e pediu a cessação imediata das hostilidades e a retirada completa das forças israelenses do território libanês.
- O Ministério das Relações Exteriores brasileiro condena ataques de ambos os lados durante o período de vigência do cessar‑fogo e as demolições de residências, além do deslocamento de mais de um milhão de libaneses.
- Na sexta-feira anterior, 23 de setembro, Israel e Líbano concordaram em prorrogar o cessar‑fogo por mais três semanas, mantendo o objetivo de facilitar negociações sobre o desarmamento do Hezbollah.
O Itamaraty confirmou na noite desta segunda-feira que ataques de Israel no sul do Líbano resultaram na morte de duas brasileiras, uma mãe e sua filha, além de um pai libanês. Um segundo filho, também brasileiro, está hospitalizado. A confirmação veio após os bombardeios ocorridos no domingo (26).
A família estava em casa no distrito de Bint Jeil quando houve a ofensiva. As informações oficiais apontam que, além das vítimas, havia outros feridos entre civis. O governo libanês contabilizou ao menos 14 mortos e 37 feridos nos ataques de domingo.
O governo brasileiro destacou a necessidade de cessar as hostilidades e exigir a retirada completa das forças israelenses do território libanês. O Itamaraty reiterou condenação a ataques durante o cessar-fogo vigente desde 16 de abril e às demolições de residências no sul do Líbano.
Contexto do cessar-fogo
Em 23 de abril, Israel e Líbano concordaram em prorrogar o cessar-fogo por mais três semanas, além do prazo inicial de 10 dias. A extensão visa incentivar negociações em busca de um acordo de paz, com desarmamento do Hezbollah.
O Itamaraty destacou que as violações ao cessar-fogo vêm ocorrendo de ambos os lados e enfatizou que civis não devem sofrer com a violência. O Brasil reforçou a necessidade de proteção a civis e respeito às regras humanitárias durante o conflito.
Autoridades brasileiras afirmam continuar acompanhando a situação e manter comunicação com representantes locais para obter informações precisas sobre os repertoire das vítimas. Não houve confirmação de responsabilização direta até o momento.
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