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Ataques de militantes no Mali expõem limites do poder de Putin na África

Ataques coordenados em Mali expõem limites da influência russa, com retirada de Kidal e abalo à credibilidade da intervenção de Moscou

Vladimir Putin meets Assimi Goïta in St Petersburg in 2023.
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  • Ataques coordenados de jihadistas e de um grupo separatista atingiram território sob apoio russo em Mali, evidenciando limites da influência de Moscou na região.
  • A Africa Corps (substituta do grupo Wagner) evacuou feridos e equipamento pesado, após reportes de combates mais intensos; houve recuo russo de Kidal.
  • O ministro da defesa de Mali, Sadio Camara, morreu de ferimentos sofridos em ataque a residência; ele era peça-chave na parceria com a Rússia.
  • A presença russa em Mali é mais discreta desde que Wagner foi substituído pela Africa Corps, com avaliação de que o desempenho é inferior ao anterior.
  • Analistas dizem que os ataques dificultam a narrativa de intervenção eficaz da Rússia na região; vizinhos da região já expulsaram forças estrangeiras após golpes.

Assimi Goïta, chefe da junta militar no Mali, reuniu-se com o presidente russo, Vladimir Putin, no Kremlin no ano passado, simbolizando a influência de Moscou sobre o governo de Bamako. Naquela época, cerca de 2.000 tropas russas apoiavam o regime no país.

A presença russa está ligada ao projeto de influência na região do Sahel. O Mali recebe suporte militar e político em troca de acesso a recursos, com a presença da Africa Corps, criada para substituir o grupo Wagner após sua reestruturação.

No fim de semana, ataques coordenados de jihadistas e de um grupo separatista atingiram áreas sob controle russo. As ações prosseguiram na segunda-feira, com números e desdobramentos ainda pouco claros.

Santa Cruz de Kidal e desfechos

A Africa Corps reconheceu baixas e afirmou ter evacuado feridos e equipamento pesado. Relatos de blogs de defesa indicam queda de um helicóptero russo perto de Gao, aumentando o contexto de perdas.

A morte do ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, em virtude de ferimentos de um ataque suicida à residência dele, elevou o impacto político da crise. Camara foi uma figura central na parceria com a Rússia desde 2021.

Autoridades malianas confirmaram, no fim de semana, a saída de Camara e ressaltaram que o governo manterá o alinhamento com Moscou. Analistas destacam que os eventos expõem limitações do apoio russo diante da insurgência local.

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