- A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o presidente Donald Trump e seus assessores de segurança nacional avaliaram a proposta do Irã na manhã desta segunda-feira.
- Segundo o site Axios, o Irã ofereceria reabrir o Estreito de Ormuz em troca da suspensão do bloqueio naval dos EUA a embarcações com escala no país e do adiamento das negociações sobre a questão nuclear.
- A notícia foi confirmada pela Associated Press, mas ainda não houve comentário oficial da Casa Branca.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse à Fox News que o Irã quer manter o controle do estreito, o que classificou como inaceitável para os EUA.
- Rubio afirmou que abrir o estreito sob coordenação iraniana ou mediante pagamento não seria uma abertura real, e que os EUA não podem tolerar que o Irã decida quem navega pelo estreito.
A Casa Branca confirmou que a equipe de segurança nacional avaliou nesta segunda-feira uma proposta recebida do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, em troca do fim do bloqueio naval aos navios com escala no Irã. A ideia também envolveria adiar as negociações sobre o programa nuclear.
Segundo a assessoria de imprensa, a proposta teria sido apresentada ao governo dos EUA pela parte iraniana, após informações veiculadas pelo site Axios no domingo. A notícia foi confirmada pela Associated Press, sem comentário oficial adicional até o momento.
O presidente Donald Trump, segundo fontes, já havia interrompido a última rodada de conversas com Teerã no fim de semana. Em Washington, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou, em entrevista, que os EUA não aceitam que o Irã controle o tráfego no estreito ou imponha cobranças.
Contexto e desdobramentos
Rubio reforçou a ideia de que abrir o estreito não seria apenas permitir passagem, mas exigir coordenação com o Irã sob condições não aceitáveis aos EUA. Autoridades americanas salientam a preocupação com decisões que afetem regras do direito marítimo internacional.
A reformulação de posição norte-americana ocorre em meio a tensões entre Washington e Teerã. Ainda não há sinais de que Washington tenha aceitado a contraproposta ou iniciado negociações formais sobre o tema. O governo evita recorrer a conclusões precipitadas.
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