- O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse que a liderança do Irã está “humilhando” os EUA em meio à guerra no Oriente Médio.
- Merz afirmou que Washington não tem um caminho claro para sair do conflito e comparou a situação a intervenções no Afeganistão e no Iraque.
- Ele destacou o impacto econômico na Alemanha, afirmando que o conflito está custando dinheiro e afetando a produção.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, responsabilizou os EUA pelo fracasso das negociações no Paquistão, em 11 de abril, e citou exigências excessivas.
- O presidente Donald Trump descartou a viagem de seus enviados a Islamabad, mas afirmou que a guerra terminará em breve e haverá vitória; o Irã disse que há diálogo ativo por meio do Paquistão.
O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que os Estados Unidos estão sendo humilhados pela liderança do Irã em meio ao conflito no Oriente Médio. A declaração ocorreu durante um encontro com estudantes em Marsberg, na Renânia do Norte-Vestfália, no dia 27 de abril.
Merz destacou que Washington não tem um caminho claro para sair da crise, ressaltando a habilidade do Irã em evitar negociações eficazes e apontando impactos econômicos para a Alemanha. O líder alemão disse que o conflito já custa caro à produção do país.
Ele completou que a situação expõe um problema estratégico para os EUA, citando precedentes de operações militares anteriores na região, como no Afeganistão e no Iraque, para ilustrar dificuldades de saída de conflitos prolongados.
Desdobramentos diplomáticos
A poucos dias do cessar-fogo anunciado após 40 dias de hostilidades, o chanceler alemão reforçou a urgência de uma solução rápida para evitar danos econômicos adicionais. No Irã, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, responsabilizou os EUA pelo insucesso das negociações realizadas no Paquistão em 11 de abril.
Araghchi afirmou que as exigências norte-americanas bloquearam o avanço das negociações, segundo a imprensa estatal iraniana. Em meio ao impasse, o Irã mantém o controle da passagem do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial que permanece fechada enquanto perdurar o bloqueio aos portos iranianos.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, descartou a viagem de seus enviados a Islamabad, mas afirmou que a guerra deverá terminar em breve com vitória americana. Segundo a agência iraniana Fars, Teerã mantém o diálogo aberto por mensagens escritas pelo Paquistão para definir linhas vermelhas, incluindo nuclear e controle do Estreito de Ormuz.
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