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Chanceler alemão afirma que o Irã humilha os EUA

Merz afirma que o Irã humilha os EUA ao conduzir negociações sem progressos e critica a estratégia de Trump, destacando o distanciamento da Otan

O chanceler alemão, Friedrich Merz, criticou a postura dos EUA na negociação de um cessar-fogo com o Irã
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  • O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que o Irã humilha os EUA ao conduzir negociações de cessar-fogo sem resultados, em Marsberg.
  • Merz disse que os iranianos são mais fortes do que o esperado e que os EUA não têm uma estratégia realmente convincente nas negociações.
  • Ele ressaltou que as autoridades americanas vão até Islamabad, no Paquistão, sem avanços nas tratativas com representantes iranianos.
  • A Alemanha tem se distanciado do conflito e não prestou apoio militar aos EUA; o ex-presidente Donald Trump já criticou a OTAN, dizendo que a organização “não estava lá”.
  • Remetem-se ainda às divergências entre EUA e Europa sobre o apoio à Ucrânia, com o presidente norte-americano dizendo que não deveriam, mas ajudaram Kiev desde o início da guerra.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, que o Irã humilha os Estados Unidos ao conduzir negociações de paz sem avanços para um cessar-fogo. O comentário foi feito durante encontro com estudantes na cidade de Marsberg.

Merz avaliou que os iranianos estão mais confiantes do que o esperado e que a estratégia norte-americana nas negociações não consegue convencer as partes envolvidas. Segundo ele, a liderança iraniana, especialmente as Guardas Revolucionárias, tem ganhos perceptíveis no processo.

  • Contexto político: o chanceler costuma criticar governos ligados à Otan, aliança da qual a Alemanha se distancia em parte do conflito e não oferece apoio militar aos EUA.

Em 9 de abril, o ex-presidente Donald Trump disse que a OTAN não estava presente quando o país precisou, após encontro com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, em Washington, na Casa Branca.

Além disso, as divisões entre EUA e Europa se intensificaram por discordâncias sobre o apoio à Ucrânia no conflito contra a Rússia. Desde o início da guerra com o Irã, o presidente norte-americano afirmou repetidas vezes que os Estados Unidos não deveriam, mas contribuíram militarmente para Kiev.

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