- O Ministério do Comércio da China disse que poderá adotar contramedidas caso a União Europeia aprove o Industrial Accelerator Act (Lei Aceleradora Industrial), anunciado pela Comissão Europeia em março.
- O pacote da UE busca estimular a produção no bloco com regras de conteúdo local, origem de produtos e critérios de apoio a setores como aço, cimento, alumínio de baixo carbono e compras públicas.
- Pequim afirma que a proposta cria barreiras a investimentos estrangeiros e discrimina empresas chinesas, atingindo setores estratégicos como baterias, veículos elétricos, painéis solares e matérias-primas críticas.
- A Comissão Europeia sustenta que a medida fortalece a base industrial, gera empregos e acelera a descarbonização da economia da UE.
- A reação chinesa ocorre em meio a tensões comerciais, com a China acusando o bloco de protecionismo sob justificativas ambientais e industriais.
O Ministério do Comércio da China afirmou nesta segunda-feira (27 de abril de 2026) que Pequim poderá adotar contramedidas caso a União Europeia aprove um plano para proteger a indústria local. A medida é em resposta ao Industrial Accelerator Act apresentado pela Comissão Europeia em março.
Segundo o ministério, a proposta cria barreiras ao investimento estrangeiro ao discriminar empresas chinesas e impor restrições em setores estratégicos. Entre eles estão baterias, veículos elétricos, painéis solares e matérias-primas críticas.
A Comissão Europeia diz que o objetivo é fortalecer a base industrial do bloco, gerar empregos e acelerar a descarbonização. O plano prevê requisitos de origem ou produção local para produtos apoiados com recursos públicos, além de regras para veículos elétricos e tecnologias de emissão zero.
A tensão entre Pequim e Bruxelas acontece em meio a esforços europeus para reduzir dependência de cadeias estratégicas. A China contesta as medidas como protecionistas, sob justificativas ambientais e industriais.
Plano mira carros elétricos e energia limpa
O documento europeu afeta áreas em que a China tem grande presença global, como baterias, veículos elétricos, painéis solares e componentes para a transição energética. Pequim teme restrições de acesso ao mercado europeu para empresas chinesas.
De acordo com a proposta, os produtos apoiados por recursos públicos precisam cumprir critérios de origem ou produção local. Para os veículos elétricos, há discussões sobre a parcela de componentes produzidos na União Europeia.
Enquanto Bruxelas afirma tratar-se de fortalecer a indústria local e a independência estratégica, a China aponta que tais regras podem elevar barreiras comerciais. O objetivo europeu é reduzir dependência externa em setores considerados centrais para a economia verde.
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