- A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma ordenou a reversão da aquisição da Manus pela Meta e proibiu investimento estrangeiro na Manus.
- Autoridades avaliavam desde janeiro se o acordo violava regras de investimento estrangeiro e exigências de exportação de tecnologia.
- A medida pode desencorajar empreendedores chineses a buscar parcerias com firmas estrangeiras; ainda não está claro como a transação será desfeita.
- A Manus é sediada em Singapura, foi criada por engenheiros chineses e tinha uma controladora na China; equipes da Manus e da Meta trabalhavam juntas em Singapura.
- O anúncio ocorre pouco antes de encontro entre o presidente dos Estados Unidos e o presidente da China, Xi Jinping, reforçando o escrutínio sobre operações de IA transnacionais.
A China ordenou a reversão da aquisição da Manus pela Meta, anunciando na segunda-feira que proibirá o investimento estrangeiro na startup. A medida pode desencorajar parcerias entre startups chinesas e empresas estrangeiras.
Autoridades já investigavam desde janeiro se o acordo, fechado em dezembro, violava regras de investimento estrangeiro e as exigências de exportação de tecnologias. O objetivo é confirmar o cumprimento da legislação local.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma informou que proibirá o investimento estrangeiro na Manus e orientou as partes envolvidas a desfazer a aquisição. Não está claro como esse desfecho ocorrerá na prática.
A Manus atua de forma híbrida: sediada em Singapura, é fundada por engenheiros chineses e tem controle corporativo na China. Escritórios em Pequim e Wuhan também integram a estrutura da empresa.
A Meta não respondeu de imediato a pedidos de comentário, reiterando ter cumprido a legislação aplicável. A empresa descreveu as equipes como profundamente integradas em operações em Singapura.
Contexto regulatório e impacto
Executivos da Manus teriam sido impedidos de deixar a China em meio aos contactos com autoridades. Relatos indicam interesse de autoridades em desencorajar a transferência de IA para o exterior.
Análise aponta que a fiscalização pode dificultar o acesso de empresas chinesas a financiamento externo. O caso também serve de alerta para pesquisadores chineses que buscam modelos de negócios fora da China.
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