- A África Corps russa confirmou a retirada de Kidal, cidade do norte do Mali, após ataques coordenados de separatistas e militantes islâmicos.
- Em posts, as forças russas disseram ter deixado a localidade junto com tropas malienses; o grupo FLA afirmou retirada permanente e controle da cidade.
- Os ataques ocorreram em Bamako e em cidades centrais e do norte, como Sevare, Mopti, Gao e Kidal.
- Em Kati, próximo a Bamako, o ministro da defesa do Mali, Sadio Camara, morreu num ataque com caminhão-bomba em sua residência.
- A África Corps informou que as operações continuam em outras partes do país e que a situação continua complexa, com civis feridos.
O corpo de forças da África da Rússia confirmou, neste fim de semana, a retirada da cidade de Kidal, no norte do Mali. A operação ocorreu após ataques coordenados de milícias separatistas e militantes jihadistas. A retirada foi anunciada por meio de postagens nas redes sociais.
Segundo a Africa Corps, a retirada ocorreu junto com tropas malas. Afluentes separatistas afirmaram que a retirada seria permanente e que o controllo da cidade seria entregue. A cidade já serviu como base não oficial de parte do movimento separatista por anos.
Eventos de sábado incluíram explosões e tiroteios em várias regiões do Mali, inclusive na capital Bamako. Atacantes também agiram nas cidades centrais Sevare e Mopti, e nas regiões de Gao e Kidal, no norte.
Retirada de Kidal
Em Kidal, o FLA afirma ter assumido o controle da cidade e declarou que está livre. O FLA busca a criação de um estado para áreas do norte dominadas pela etnia Tuaregue. A ofensiva também envolveu o grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM).
Sábado houve combates na região, com a continuidade de ataques na manhã de domingo. O FLA informou que, apesar das contestações, componentes do exército mala e forças russas ainda permaneciam em parte da cidade.
Contexto na região
Kidal era considerada base de apoio do movimento separatista. O Mali enfrenta insurgências há anos, com participação de grupos ligados a Al-Qaeda e ao Estado Islâmico. No sábado, também houve violência em outras cidades do país.
O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, foi morto em um suposto atentado com caminhão-bomba na sua residência, em Kati, perto de Bamako. A situação na região permanece tensa, com civis feridos e deslocados.
As forças da Africa Corps, que atuam para apoiar o governo militar local, disseram que os responsáveis por ferimentos e danos logísticos foram evacuados de Kidal. Em comunicado, o grupo informou que as operações prosseguem em outras áreas do Mali.
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