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Comissão da Câmara pede que Itamaraty atue em caso de família egípcia retida

Comissão de Direitos Humanos pede ação coordenada do Itamaraty e Ministério da Justiça para assegurar atendimento médico urgente à gestante de 34 semanas e condições dignas aos filhos em Guarulhos

Homem de camiseta branca está ao lado de três malas grandes empilhadas em um canto de parede branca. Um termostato está fixado na parede acima das malas.
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  • A Comissão de Direitos Humanos da Câmara enviou ofício ao Itamaraty, ao Ministério da Justiça e à Segurança Pública pedindo atuação das pastas no caso da família egípcia retida no Aeroporto de Guarulhos desde 8 de abril.
  • A gestante, de 34 semanas, foi diagnosticada com infecção urinária na sexta-feira e voltou ao aeroporto após atendimento médico.
  • A família — Abdallah Montaser, sua esposa grávida e os dois filhos — está hospedada em hotel na área restrita do aeroporto, considerada violação de direitos humanos pela comissão.
  • A lista de medidas prioritárias inclui atendimento médico urgente à gestante, avaliação clínica do feto e garantia de condições dignas de permanência, com tratamento humano e observância de direitos fundamentais.
  • O advogado da família e Montaser dizem não ter sido informados sobre o motivo da inclusão dele na Portaria do Ministério da Justiça que restringe entrada de indivíduos em razão de terrorismo ou crimes; há preocupação com possível deportação para o Egito.

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados encaminhou um ofício ao Itamaraty, ao Ministério da Justiça e à Segurança Pública. O pedido solicita atuação das pastas no caso da família egípcia retida no Aeroporto Internacional de Guarulhos desde 8 de abril. A solicitação aponta violação de direitos humanos pela permanência em área restrita do aeroporto.

Segundo o documento assinado pela presidente da comissão, deputada Alice Portugal, a permanência de Abdallah Montaser, 31, sua esposa, de 27 anos, e os filhos, de dois e cinco anos, em um hotel da área restrita configura violação de direitos básicos. A gestante está com 34 semanas de gravidez.

Contexto do caso

A comissão aponta a necessidade de atendimento médico urgente e contínuo à gestante, avaliação clínica imediata do feto e condições dignas de permanência para a família, com tratamento humano e observância de direitos fundamentais. O caso ganha força após informações sobre a origem da família no Egito.

Montaser declarou ter vindo ao Brasil em voo da Arábia Saudita, acompanhado pela esposa e pelos filhos. O engenheiro civil, que já vive no Bahrein, havia sido condenado a três anos de trabalhos forçados no Egito por participação em manifestações em 2015. O advogado da família informou que não houve comunicação sobre o motivo de enquadramento na portaria 770/2019 do Ministério da Justiça.

Questões legais e preocupação humanitária

Conforme a portaria, entram em pauta restrições para pessoas ligadas a terrorismo, grupos criminosos, tráfico de drogas, armas de fogo ou exploração sexual de menores. Montaser e o advogado negam qualquer vínculo com tais atividades e afirmam não ter sido informados sobre o enquadramento. Há ainda apreensão sobre a possibilidade de deportação ao Egito, o que abriria risco de prisão para o engenheiro.

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