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Copa sob Trump pode reforçar sportswashing, dizem grupos de direitos humanos

Copa do Mundo é vista como “bonança de sportswashing” sob Trump, com incerteza sobre protestos e proteção a fãs e direitos humanos

Donald Trump with the World Cup trophy in the Oval Office last year.
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  • A Copa do Mundo, coorganizada pelos EUA, México e Canadá, começa em seis semanas.
  • Grupos de direitos humanos afirmam que o torneio será uma “bonança de sportswashing”, usado para promover a agenda política.
  • Existem preocupações sobre repressões a torcedores e protestos, incluindo ações de imigração que podem afetar fãs.
  • Apenas quatro das dezesseis cidades-sede divulgaram planos obrigatórios de direitos humanos.
  • A presidente da Federação Norueguesa de Futebol defende a suspensão do FIFA Peace Prize e apoia investigação sobre a premiação, cobrando transparência.

Ações para a Copa do Mundo de 2026, coorganizada pelos EUA, México e Canadá, são alvo de críticas de organizações de direitos humanos. Elas afirmam que o evento pode virar uma vitrine de “sportswashing” para encobrir abusos, conforme o ritmo acelerado da preparação. O Mundial começa em cerca de seis semanas.

As entidades do Sport and Rights Alliance, como HRW e Amnistia Internacional, destacam que o governo dos EUA tem usado o esporte para promover mensagens políticas. Os críticos dizem que a repressão migratória e restrições à imprensa comprometem uma visão de mundo mais inclusiva para o torneio.

Até o momento, apenas quatro das 16 cidades-sede publicaram planos oficiais de proteção aos direitos humanos, segundo HRW. Entre as preocupações estão restrições de viagem a várias nações e a resposta policial a protestos, dentro e fora dos estádios.

Preocupação com direitos e segurança

Líderes de organizações de fãs afirmam haver pouca clareza sobre como serão as medidas de ordem pública durante o evento. Segundo representantes, a experiência anterior foi marcada pela incerteza sobre a atuação de autoridades em protestos.

Martin Endemann, da Football Supporters Europe, relata menor engajamento das autoridades americanas em comparação a outras edições. Ele cita receio sobre como a polícia reagirá a infrações de torcedores e à repressão de protestos.

A agenda da FIFA envolve a convenção anual em Vancouver, com expectativa de garantias de que a Copa não imponha riscos a torcedores viajantes. Questões ligadas a ações de agências de imigração permanecem em foco para qualquer participação internacional.

Debate sobre premiação e governança

Líderes do futebol ressaltam a necessidade de tornar o torneio inclusivo e seguro para todos, independentemente de etnia, país de origem ou orientação sexual. A discussão inclui também medidas para evitar ações de autoridades de imigração nos estádios.

Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa, pediu a abolição do FIFA Peace Prize. Ela defende uma investigação sobre a premiação, citando irregularidades no processo de outorga e a necessidade de maior transparência.

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