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Exército de Israel anuncia ataque a áreas do Hezbollah no Leste do Líbano

IDF ataca infraestrutura do Hezbollah no Vale do Bekaa, no Líbano, em meio a cessar-fogo contestado; ao menos 36 mortos desde o início do acordo

Fumaça sobe de explosões após ataque israelense na cidade de Taybeh, no sul do Líbano, nesta segunda-feira, 27.
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  • As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter iniciado ataques a áreas do Hezbollah no Vale do Bekaa, no leste do Líbano, além de outras áreas do sul do país.
  • Em teoria, Israel e Hezbollah estão em cessar-fogo iniciado em quatro de abril e estendido por mais três semanas, mas, na prática, os dois lados seguem se atacando.
  • Segundo a Agência France-Presse, com dados do Ministério da Saúde do Líbano, pelo menos 36 pessoas morreram em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo.
  • O líder do Hezbollah, Naim Qasem, disse que negociações diretas com Israel são um “pecado grave” e que não recuarão; o presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que negociar com Israel não é traição e que pretende pôr fim à guerra.
  • O ministro de Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que Qasem está brincando com fogo e que isso pode consumir o Hezbollah e o Líbano, em declaração à ONU para o Líbano.

O Exército de Israel informou nesta segunda-feira, 27, ter iniciado ataques contra áreas do Hezbollah no Vale do Bekaa, no leste do Líbano, além de ataques em outras regiões do sul libanês. A ofensiva ocorre em meio a tensões que, na prática, persistem mesmo com o cessar-fogo vigente desde 17 de abril.

Segundo o comunicado das IDF, os alvos incluem infraestrutura do Hezbollah no Bekaa e em áreas do sul do Líbano. A prática de hostilidades, porém, continua, indicando violação frequente do que deveria ser um acordo de redução de conflitos entre as partes.

Um levantamento da AFP, com dados do Ministério da Saúde do Líbano, aponta que ao menos 36 pessoas morreram em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo. O número reflete a continuidade da violência na região.

No cenário político, o líder do Hezbollah, Naim Qasem, afirmou que negociações diretas com Israel são inadequadas e não representam os interesses do grupo, reiterando que não recuará diante de ameaças. A fala foi interpretada como sinal de firmeza em relação aos próximos passos.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, criticou a posição do Hezbollah e disse que negociar com Israel não é traição, destacando a busca por fim ao estado de guerra. Aoun lembrou a necessidade de um acordo nacional, sem ceder a pressões externas.

Em resposta, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as declarações de Qasem são inadequadas e advertiu que uma escalada pode afetar todo o Líbano, caso o governo libanês siga a orientação do Hezbollah. A declaração foi feita a uma colega da ONU para o Líbano, segundo comunicado do gabinete.

As informações são baseadas em relatos da AFP e da AP, com confirmação de autoridades israelenses e libanesas sobre a continuidade das hostilidades, mesmo diante de tentativas de manter o cessar-fogo. As partes não deram sinais de uma solução rápida para o conflito.

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