- França acusa 88 suspeitos, incluindo mais de 10 menores, em 12 investigações sobre ataques de chave inglesa com criptomoedas.
- Ministério Público informou que 75 acusados estão em prisão preventiva, em ações conduzidas pelo Tribunal Judicial de Paris.
- As acusações abrangem sequestro, cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro, praticados por gangues organizadas.
- A repressão ocorre em meio a uma crise que deixou a França como epicentro global desses ataques, com 135 incidentes desde 2023 (18 em 2024, 67 em 2025, 47 em 2026).
- Recentemente, seis homens entre 25 e 30 anos foram presos e seguem em prisão preventiva por sequestro ligado a casos ocorridos em novembro de 2025 e dezembro de 2025.
A França divulgou a acusação formal contra 88 suspeitos em 12 investigações ligadas a uma onda de ataques violentos com criptomoedas, conhecidos como ataques de chave inglesa. Entre eles, mais de 10 são menores de idade. O Ministério Público Nacional de Combate ao Crime Organizado informou que 75 réus foram colocados em prisão preventiva.
As ações envolvem sequestro, cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro, praticadas por gangues organizadas, segundo a Procuradora Vanessa Perrée. A repressão busca desarticular redes que visam detentores de criptoativos na França.
A crise já posiciona o país como epicentro global desses crimes, com 135 incidentes relacionados a cripto desde 2023, conforme autoridades. Em 2024 foram registrados 18 casos, 67 em 2025 e 47 em 2026, apontando estruturação de organizações criminosas.
Na última semana, três homens entre 25 e 30 anos foram detidos por um sequestro em novembro de 2025, em Challes-les-Eaux, seguidos de outras três prisões ligadas a um sequestro em dezembro em Dompierre-sur-Mer. Todos permaneceram em prisão preventiva.
Ataques de chave-inglesa com cripto
Globalmente, 2025 registrou recorde de 72 incidentes, crescimento de 75% frente ao ano anterior, com perdas superiores a US$ 40,9 milhões. A Europa lidera, com França registrando 19 ataques, seguida pelos EUA com oito, segundo a CertiK.
Analista da CertiK comenta que os autores costumam atuar além das fronteiras da UE, utilizando intermediários locais e jovens executores. Ele aponta falhas sistêmicas de proteção de dados, citando incidentes envolvendo cadastros públicos franceses.
Casos de alto impacto na França incluem sequestros envolvendo autoridades de tecnologia, como o cofundador da Ledger, e ataques a residências de executivos de cripto. Em Vilarejo da Borgonha, uma mãe e filho de 11 anos foram sequestrados em um caso ligado a resgate em cripto.
Perrée orienta detentores de criptoativos a reduzir exposição pública e ficar atentos a tentativas de impersonificação, após aumento de tentativas de phishing direcionadas a usuários de cripto. O PNACO reforça que as ações continuam para coibir essas redes.
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